domingo, 4 de dezembro de 2011

Mas afinal ... O que é essa tal SUSTENTABILIDADE?

 Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. 
      
Uma escala global

A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.

Uma escala Local

Localmente falando, o que temos verificado em nossa querida Jundiaí é o oposto ao conceito de sustentabilidade. A começar pela insana e tendenciosa especulação imobiliária que nos assola, trazendo-nos conseqüências nefastas quanto a já comprometida qualidade de vida das pessoas. 

O “caos” urbano ao qual estamos nos submetendo, é fruto de uma política sem o devido planejamento a médio e longo prazos. Também devemos nos ater a questão da água por exemplo, outro item vital ao conceito de sustentabilidade. Pergunto-me por exemplo, como pode a atual administração afirmar categoricamente que não sofreremos com escassez nos próximos 50 anos ? Essa afirmação beira a irresponsabilidade ! Hidrológicamente é impossível de se fazer uma afirmação dessas.  Ainda mais, se levarmos em conta o fato de que Jundiaí “importa” água da bacia PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) competindo de maneira direta com gigantescas áreas metropolitanas. Oxalá não sejamos postos à prova pela natureza!

Como podemos nos mobilizar  de maneira sustentável?

Na cidade

É preciso que nos envolvermos junto à  administração de nossa cidade. Há muitos espaços para a atuação do cidadão. Você pode participar da associação dos moradores do bairro, dos conselhos de meio ambiente, comitês de gestão de Bacia Hidrográfica, do orçamento participativo e defender a necessidade da administração urbana, além de preservar as áreas verdes e manter ou criar o sistema de coleta seletiva. 

Você também pode envolver seus vizinhos na criação de um grupo ambiental ou na promoção de mutirões de limpeza e embelezamento da cidade. 

Se na sua cidade ou bairro houver trabalhos relacionados à Agenda 21 (compromissos ambientais assumidos por mais de 180 países durante a Conferência Mundial Eco-92), participe do processo e envolva seus amigos nas ações planejadas.

Procure conhecer as organizações não-governamentais que atuam na sua cidade ou região. Você pode ajudá-las ou fazer parte delas, afiliando-se ou realizando trabalhos voluntários.
Adotar a “carona solidária” para ir e voltar do trabalho, da escola ou de outros locais que visita com frequencia também é uma ótima contribuição. Ou então, comprar coletivamente alimentos saudáveis, orgânicos e de procedência conhecida. 

Em casa

Você pode verificar e controlar o consumo de água, gás e energia da sua residência por meio das contas mensais, comparando-as e mostrando os dados para todos os familiares e colegas.
 
Se você mora em prédio ou condomínio, que tal convocar os vizinhos e propor um sistema de coleta seletiva ou outra ação ambiental?

Será que em sua escola, clube ou trabalho as pessoas participariam de compras solidárias? O comércio ético e solidário é muito mais do que um movimento que valoriza as pessoas e a cultura.
 
Hoje em dia ele é visto como uma ferramenta efetiva de desenvolvimento local, que contribui para a fixação das comunidades nas áreas rurais, buscando reverter o quadro atual em cerca de 80% da população mundial se concentra em áreas urbanas.

Você sabia que o comércio ético e solidário vem crescendo ano a ano? Ele reúne os segmentos de produtos orgânicos, certificados ou naturais, artesanato, terapias alternativas, turismo responsável e outros setores.
 
Então, entre nesta onda e consuma produtos do comércio ético e solidário. Você estará colaborando para reduzir a desigualdade social e promover o  desenvolvimento econômico no rumo da sustentabilidade.

No trabalho

Colabore com programas de eco-eficiência, mobilizando os colegas em relação a ações complementares, divulgando os resultados e melhorias alcançadas, interna e externamente.
 
Caso sua empresa ainda não esteja engajada com projetos desta natureza, sugira a adoção dessas posturas a seus dirigentes.

Quem sabe não existam mais colegas preocupados com o meio ambiente para formar um grupo e propor melhorias no seu local de trabalho? Ou para formar um grupo de voluntários e planejar uma ação?

Na escola

Você pode também planejar e realizar ações de re-equilíbrio ambiental que envolvam a comunidade escolar, como implantação de coletas seletivas, campanhas para redução do consumo de água e de energia, mutirões de limpeza e pintura da escola, entre outros.



Por Alexandre Baietti




Membro da Diretoria Plena do Comitê Municipal do PCdoB Jundiaí
Membro da Comissão de Comunicação do Comitê Municipal do PCdoB Jundiaí
Professor, Geografo e Gestor Ambiental
Blog do Professor Baietti: http://a.baietti.blog.uol.com.br

Um comentário:

  1. Prof. Rafael Purgato5 de dezembro de 2011 00:08

    Excelente artigo do prof. Alexandre Baietti, usa-se a palavra sustentabilidade pra tudo, até os grandes capitalistas se aproveitam do tema para ampliar a acumulação e suas formas de exploração. Em nossa cidade, a situação é extremamente preocupante, os governantes só pensam em expandir seus empreendimentos imobiliarios a qualquer custo, os problemas só estão começando.

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