quarta-feira, 29 de junho de 2016

EVENTO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS MOSTRA FORÇA DO MANDATO DO VEREADOR RAFAEL PURGATO


Três anos de forte atuação na Câmara Municipal em defesa do desenvolvimento dos bairros e de melhor qualidade de vida aos seus moradores. Com esse lema, o vereador Rafael Purgato (PCdoB) faz seu primeiro mandato, marcado por forte atuação junto à população.

Todo esse trabalho pode ser mensurado em evento de Prestação de Contas realizado pelo parlamentar no último sábado, 25 no Clube Veteranos. Com o local repleto de lideranças e apoiadores que o ajudam a fazer de seu mandato, um mandato popular, Purgato pode apresentar os principais avanços.

Trabalhamos bastante nesse período e com a ajuda de vocês estamos conseguindo colocar em prática aquilo que nos comprometemos que é lutar pelas pessoas mais necessitadas da cidade e contribuir com o crescimento da cidade”, destacou.

Ao lado do deputado federal Orlando Silva, presidente do PCdoB Estadual, o vereador agradeceu ao partido por todo o apoio ao longo de sua trajetória. “Tudo o que desenvolvemos no mandato é pautado por esse partido com quase 100 anos de história”.

Em sua fala, Orlando Silva destacou o trabalho do parlamentar. “O Rafael é um jovem político de grande qualidade, tem demonstrado isso como vereador na luta aguerrida de seu mandato a favor da comunidade, é um grande líder na cidade e que terá uma longa trajetória política”.

Purgato enalteceu também a parceria com a Prefeitura da cidade e cumprimentou o prefeito Pedro Bigardi, presente a atividade, pelos grandes avanços. “Podemos ver nos bairros a alegria das pessoas com a conquista de melhorias esperadas há anos. É um governo preocupado com as pessoas, por isso tem todo o meu apoio”.

O prefeito agradeceu ao vereador pela parceria na Câmara Municipal. “O Rafael é uma referência para nós na Câmara, com seu apoio conseguimos a aprovação de importantes projetos para a cidade. “É uma importante liderança política e tem demonstrado isso em seu mandato”.

Bigardi fez questão de ressaltar a contribuição do PCdoB com o crescimento da cidade. “Esse grupo do PCdoB, liderado pelo presidente Rafael Purgato, tem dado grande contribuição ao nosso governo, em diversas áreas de atuação, contribuindo para um governo mais humanizado a toda população”.

Mais de 300 pessoas compareceram a atividade e puderam conferir também o informativo de Prestação de Contas do vereador, com as principais lutas e realizações desse período.

Texto: Eliane Silva Pinto
Fotos: Chico Lima






sexta-feira, 10 de junho de 2016

CONGRESSO MUNICIPAL DA UJS JUNDIAÍ É NESSE SÁBADO

 
 “O diálogo da UJS com a juventude é diário e intenso e todos podem contribuir para moldar a face e a atuação da entidade, pois ela contém um pouquinho da essência de todos que dela se aproximam e participam”. Com essa frase a presidência da UJS de Jundiaí, Bruna Bolson define o momento da entidade na cidade com a realização de diversas atividades para atrair os jovens e discutir políticas públicas na cidade.

Nesse sábado, 11 será realizado Congresso Municipal da UJS Jundiaí no Museu Solar do Barão a partir das 14 horas. Com o tema "Canto e esperança de um mundo novo", o Congresso tem como objetivo promover o debate sobre diversas questões importantes da sociedade, eleger a direção da entidade e preparar a participação dos membros no Congresso Estadual e Nacional da UJS.

Para Bruna, o Congresso representa a consolidação da UJS Jundiaí que passou por um processo de reestruturação. Nesse período travou grandes lutas como a redução da maioridade penal, os retrocessos trabalhistas e para combater os projetos conservadores que ameaçam a educação. “Unimos nossas vozes às dos estudantes secundaristas contra o fechamento de escolas e contra os ladrões de merenda. Buscamos, incansavelmente, o fim de todas as formas de violência contra as mulheres e a comunidade LGBTT acreditando sempre que poderemos romper com as amarras do machismo e do preconceito”.

Texto: Eliane Silva Pinto 

Confira a programação:


quarta-feira, 18 de maio de 2016

NOTA DE REPÚDIO AO GOLPE E ÀS MEDIDAS DO GOVERNO GOLPISTA


O Brasil vive a maior crise institucional desde 1964, na qual vemos um enfraquecimento do judiciário, um empobrecimento ético do legislativo - tudo isso na égide da imprensa tradicional -, a chamada grande mídia. 

Assim, a narrativa da ciência política já descreve esse fenômeno como um pacto jurídico-político-midiático e o PCdoB entende, também, como um consórcio golpista.

É golpe porque esse impeachment não tem base legal e é um atentado ao Estado Democrático de Direito. A presidenta Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Transformam uma crise política e uma crise econômica mundial em ferramentas para usurpar o poder. 


É um golpe hipócrita por sua motivação imediata: o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment buscando escapar da cassação pelos crimes de que é acusado: contas secretas na Suíça, propinas, chantagens, achaques, mentiras. Seria cômico, se não fosse trágico: um personagem desses travestir-se de moralizador.


Cunha foi afastado quando já não era mais importante ao processo, pois a conspiração aconteceu por meses no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, o constitucionalista que traiu seu objeto de estudo, o sempre interino Michel Temer. E desde o dia 12 de maio só recebemos más notícias. 


A começar pela composição do ministério interino: a extinção do Ministério da Cultura, a extinção das secretarias de promoção da Igualdade Racial, da Juventude, de Promoção de Políticas Públicas para as Mulheres, a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entre muitas coisas que vestem a roupagem de redução de gastos e atacam os direitos sociais e civis. 


Os posicionamentos de alguns ministros interinos já incomodam, pois já falaram em redução do SUS e atacaram o programa de permanência estudantil. O PROUNI, PRONATEC e FIES já foram cortados de nove faculdades, é só o começo, infelizmente. Só nos resta resistir ao consórcio golpista, buscar a reversão no senado e lutar todos os dias nas ruas. Esses dias estão valendo por anos e não vamos nos omitir.


O Comitê Municipal do PCdoB de Jundiaí se soma nessa luta e não abrirá mão dos direitos obtidos pelo povo. A presidenta eleita é Dilma Vana Roussef e vamos trabalhar para desmontar esse consórcio golpista.


Comitê Municipal PCdoB Jundiaí-SP

quinta-feira, 12 de maio de 2016

UM OLHAR DIFERENCIADO ÀS MULHERES


A Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres é o olhar sensibilizado do PCdoB para as causas das mulheres”. Com essa frase Marilza Campos resumi a importância da Pasta ao partido em Jundiaí.

A frente da Coordenadoria há dois anos, Marilza relata os muitos avanços e os desafios em implantar um modelo novo na cidade, até então as Coordenadorias não existiam no município.

Em sua sala há muitos panfletos sobre a Lei Maria da Penha que evidencia o foco dos trabalhos. Segundo ela, a divulgação da Lei pela Coordenadoria tem ajudado muitas mulheres a denunciar os maus tratos, o número de denúncias cresceu na cidade, de acordo com a Delegacia da Mulher. “Trabalhamos a questão da violência contra a mulher e incentivamos as denúncias, e ao mesmo tempo, mostramos para essa mulher o leque de opções para ajudá-la seja cursos, oficinas, debates”, relata ela.

O empoderamento da mulher é evidenciado por Marilza, em seus muitos debates e reuniões, procura evidenciar o papel da mulher em muitas frentes como na política, direitos humanos, saúde. Ela ressalta com entusiasmo o crescimento e engajamento de muitos grupos feministas na cidade.

As mulheres estão ocupando espaços na cidade em várias áreas e isso é muito importante na nossa luta”, afirma.

Confira abaixo a entrevista com a Coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres Marilza Campos:

Como foi receber o convite de ser Coordenadora e por que resolveu aceitar esse desafio?

Marilza: Fiquei muito lisonjeada com o convite, o PCdoB é um partido muito aguerrido nessa questão da defesa dos direitos das mulheres, quando recebei o convite percebi que poderia contribuir com o governo e com o partido nessa questão, aceitei esse grande desafio. 
 
Quais foram os principais desafios?

Marilza: A questão da novidade, as pessoas não sabiam de início o que era uma coordenadoria, era algo novo em Jundiaí. Desde o início começou um trabalho de apresentar o trabalho e objetivos da Coordenadoria.

Nesse tempo muitas pessoas conheceram a Coordenadoria e hoje são nossos parceiros nas ações, porém tem mulheres ainda que não conhecem o nosso trabalho e precisamos chegar até elas, apresentar nossos objetivos e empoderar essas mulheres.

Outro grande desafio é que a Coordenadoria da Mulher de Jundiaí é a única coordenadoria da região, então nosso trabalho é único não temos, como em grandes regiões, vários órgãos sobre os direitos das mulheres, então vamos construindo aos poucos com a ajuda de todos.

Quais os principais avanços que você enumera?

Marilza: Destaco duas frentes, continua sendo um desafio mas tivemos importantes avanços. O Outubro Rosa, campanha da Secretaria de Saúde de conscientização das mulheres sobre o exame de câncer de mama, a campanha começou por iniciativa de duas assistentes sociais e hoje é uma das campanhas mais bem sucedidas da Prefeitura, tivemos recordes de exames na última campanha.

A Coordenadoria da Mulher e o Fundo Social de Solidariedade abraçaram a causa, assim como as demais secretarias e até a iniciativa privada, tem sido muito gratificante esse trabalho.

Outra frente de tanta importância é o enfrentamento a violência. A Coordenadoria trabalha na divulgação dos direitos das mulheres, na divulgação da Lei Maria da Penha, promovendo reuniões de conscientização, a lei precisa ser divulgada pois muitas mulheres não conhecem seus direitos.

Após a criação da Coordenadoria da Mulher e de toda essa divulgação, segundo a Delegacia da Mulher aumentou o número de denúncias, as mulheres estão encorajadas a denunciar, agora o desafio é que a Delegacia da Mulher do Estado consiga absorver essa grande demanda.

Embora o número de denúncias tenha aumentado isso não significa que a violência contra a mulher aumentou, as mulheres se encorajaram para fazer a denúncia.

A Coordenadoria promove palestras e encontros, esses dias você foi na Faculdade Anhanguera falar da violência contra a mulher. Como tem sido a experiência e qual a importância do aumento dessas discussões?

Marilza: A Coordenadoria tem como objetivo a prevenção, claro damos o suporte necessário em casos de violência contra a mulher, mas nosso foco é a prevenção é divulgar a Lei Maria da Penha, divulgar outras ações para o empoderamento das mulheres. Essa meta está sendo cumprida estamos indo às escolas estaduais, faculdades falar sobre essas questões e a recepção tem sido extraordinária. As mulheres querem conhecer seus direitos e exercê-los.
 
Você tem participado de reuniões nos bairros, acredito que a Coordenadoria tem conseguido diálogo com a dona de casa que muitas vezes não conhece seus direitos, como é possível empoderar essas mulheres para conseguirem trabalhar, estudar, enfim conseguir ter força para enfrentar muitas vezes o marido e a sociedade?

Marilza: Nos bairros conseguimos grandes parcerias como os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) nos quatro territórios Jardim São Camilo, Santa Gertrudes, Jardim Novo Horizonte e Jardim Santa Gertrudes, promovemos encontros com as mulheres do local, rodas de conversas onde a mulher se sente à vontade para dizer sobre o cotidiano.

Infelizmente a violência contra a mulher é o ponto inicial dessas reuniões, histórias contadas pelas participantes, mas com o decorrer dos encontros falamos sobre outros temas como os cursos oferecidos no Cras, as atividades oferecidas, os cursos profissionalizantes, os atendimentos, a possibilidade de voltar a estudar, mostramos para mulher as várias possibilidades que ela pode usufruir, isso é empoderar a mulher.

Nosso foco é o trabalho em grupo mas também atendemos casos individuais, a Coordenadoria é aberta a todas as mulheres seja por e-mail, telefone ou pessoalmente, já fiz vários atendimentos. Já atendi mulheres de todas as classes sociais, inclusive da classe média alta onde muitos nem imaginam que exista a violência, mas infelizmente isso é uma realidade, por isso a Coordenadoria está a disposição de todas mulheres.

Percebemos o aumento de grupos feministas na cidade como Quem Calou Petronilha, entre outros, como você avalia isso? A Coordenadoria tem relação com esses grupos?

Marilza: Sim os grupos cresceram muito em Jundiaí e elas sabem que tem o respaldo de um governo que criou a Coordenadoria da Mulher e trabalhamos em parceria a todo o momento.

É muito importante termos mulheres em várias frentes da igualdade racial, política, questão LGBT, temos que estar em todos os lugares, ter voz e lutar pelos nossos direitos.

O próprio Conselho da Mulher está mais representativo hoje e tem esse viés empoderar as mulheres para fazer essas lutas. A Coordenadoria da Mulher que preside o Conselho e nessa gestão conseguimos fortalecer o Conselho, hoje temos uma agenda fixa de reuniões, tudo isso atraiu mais mulheres e tem surtido um efeito muito positivo.



Vocês promoveram uma grande Conferência da Mulher no ano passado, acredito que isso se deve ao fortalecimento do Conselho da Mulher e dos grupos feministas na cidade?

Marilza: Sem dúvidas, realizamos a Conferência em parceria com o Conselho da Mulher e foi um marco em Jundiaí. Tínhamos o desafio de reunir além das mulheres da cidade também representantes da região e obtemos muito êxito.

A Conferência da Mulher foi bem representativa, vários coletivos participaram e os debates foram muito qualificados.

A nossa delegação eleita em Jundiaí para nos representar na Conferência Estadual Nacional da Mulher, mostra bem essa pluralidade de coletivos na cidade, temos mulheres representantes do parto humanizado, mulheres do movimento mulheres negras de Jundiaí, representantes da União Brasileira das Mulheres, representantes do Coletivo Quem Calou Petronilha, representantes do poder público, no caso da Coordenadoria da Mulher e representantes dos movimentos LGBT.

Tivemos esse cuidado para garantir a participação de todos os coletivos, o intuito é que cada representante multiplique todo o conhecimento adquirido nas Conferências com o seu coletivo, e isso fortalecerá todos os movimentos da cidade.

Você é uma dirigente do PCdoB, um partido que possui forte atuação nos movimentos feministas, como tem sido poder estar a frente de uma coordenadoria tão importante para o partido?

Marilza: Me sinto muito lisonjeada de estar a frente de um Pasta tão importante como esta para o PCdoB, foi um grande avanço para o partido ter conquistado a prefeitura em 2012 e ter desenvolvido trabalhos tão fundamentais nas Secretarias e Coordenadorias.

Para mim é importante ter a confiança do partido para priorizar a defesa dos direitos das mulheres, uma grande experiência tanta profissional como pessoal.

As Coordenadorias têm o papel de construir políticas públicas, como o seu conhecimento político tem te ajudado nessa questão na Coordenadoria?

Marilza: Apontar as políticas públicas é o trabalho das Coordenadorias, o prefeito e os secretários não podem estar o tempo todo em todos os lugares, então eles contam com as coordenadorias para trazer esse trabalho de ouvir a comunidade e elaborar as políticas públicas..

E ir a campo não é fácil, você lida com os anseios da comunidade e é necessário ter respostas e construir uma relação de confiança, o que me ajuda é a experiência que adquiri no PCdoB. O partido tem uma forte atuação em defesa dos direitos das mulheres, então para o nosso trabalho na Coordenadoria é essencial contar com esse respaldo do PCdoB.

Como você avalia o PCdoB no governo?

Marilza: O partido tem tendo muitos elogios por sua atuação e de pessoas que não são do nosso convívio, munícipes que agradecem os atendimentos e os serviços das Pastas coordenadas pelo partido.

Somos muito unidos e trabalhamos em conjunto, vibramos com as conquistas de cada Pasta, por exemplo é empolgante ver a determinação dos jovens da Coordenadoria de Juventude e a sensibilidade na condução da Coordenadoria dos Direitos das Pessoa com Deficiência tanto do Reinaldo como do Júnior.

O PCdoB realizou um excelente trabalho nessa primeira gestão, agora é continuar a avançar. 

Texto e fotos: Eliane Silva Pinto 


segunda-feira, 2 de maio de 2016

PCdoB JUNDIAÍ: CURSO PREPARA PRÉ-CANDIDATOS PARA A DISPUTA ELEITORAL


Com o objetivo de capacitar seus pré-candidatos a vereador, o PCdoB Jundiaí promoveu no último sábado, 30 o 1º Curso de Preparação Eleitoral

O Secretário Nacional de Formação e Propaganda do PCdoB, Adalberto Monteiro fez uma análise da posição do partido frente ao cenário nacional. “Estamos vivendo dias que valem por anos, por décadas, período em que querem mutilar a nossa democracia com esse golpe em curso”.

Como explicou, o PCdoB se destaca na luta contra o golpe, seja nos movimentos populares, sindicais, na juventude. “O PCdoB levanta a bandeira da democracia, defende a presidente Dilma, e lutará até o fim contra esse golpe que quer criminalizar a esquerda no país”.

Adalberto reafirmou aos presentes o posicionamento do PCdoB contra o golpe e destacou o papel do PCdoB local pela condução do partido. “Em momentos de crise muitos abandonam o barco, quero parabenizar a direção local pela postura de seguir com a bandeira do PCdoB”.

Cerca de sessenta pessoas estavam presentes no curso. Na parte da tarde, o administrador financeiro do Comitê Estadual do PCdoB em São Paulo, Diógenes Pompe falou sobre as novas regras legais e contábeis das campanhas eleitorais, os convidados puderam tirar várias dúvidas.

Rafael Purgato, vereador e presidente do PCdoB Jundiaí, falou sobre a importância do curso aos pré-candidatos. “O PCdoB tem clareza da sua posição e os seus pré-candidatos também precisam ter essa convicção na hora de defender os ideais do partido na campanha, por isso esse curso é fundamental a todos”.

Para Purgato, os avanços dos governo Lula e Dilma são inúmeros e permitiram o desenvolvimento de muitas cidades. “Jundiaí foi muito contemplada com os projetos do Governo Federal, hoje as famílias da Vila Ana, Jardim Novo Horizonte e São Camilo possuem suas casas, graças ao programa Minha Casa, Minha Vida”.

NOVAS FILIAÇÕES

Durante a atividade, as jovens Milena Menardo e Cristiane Santos Berteloni se filiaram ao PCdoB. “Sempre participo das atividades do partido e só faltava me filiar, estou muito feliz”, falou Cristiane.

Texto e fotos: Eliane Silva Pinto 


Adalberto Monteiro falou sobre a conjuntura nacional





 
Vereador Purgato falou sobre a importância do curso 




Milena assina ficha de filiação ao partido


Cristiane estava muito feliz com a filiação





segunda-feira, 25 de abril de 2016

PCdoB ADOTA POLÍTICA EDUCACIONAL INOVADORA NA PREFEITURA DE JUNDIAÍ


Os debates intensificados e muitos vezes rasos sobre a atual crise política no país fazem muitos refletirem sobre a Educação. Uma Educação libertadora que permita ao cidadão refletir e ter opinião própria sobre vários aspectos da vida, sem virar “refém” da mídia, que já tem o seu lado.

Para o nosso entrevistado isso é possível com uma escola que ensine aos seus alunos que as diferenças e divergências de opiniões são naturais em uma democracia. O trabalho educativo tem que trazer essa consciência política, de modo que a política não seja entendida apenas como a via institucional e partidária. Política é o compromisso de cada cidadão pelo bem da sociedade”, reflete.

Em sua sala, um quadro do filósofo e educador Paulo Freire revela de onde busca inspiração para fazer uma Educação diferenciada e progressista em Jundiaí.

Há um ano à frente da Secretaria de Educação, José Renato Polli acumula várias mudanças que apontam para esse sentido, colocou em prática um programa pedagógico, que permite a participação de educadores e da comunidade, na construção de políticas públicas.

Todo esse acúmulo e a visão humanista sobre a Educação vem da sua vasta experiência na área, mas também de quase 30 anos de militância na esquerda. Embora esteja no PCdoB há pouco tempo tem contribuído muito para deixar a marca do PCdoB na Secretaria. “O PCdoB é um dos sustentáculos do governo, o desafio é ajudar a construir uma política de governo com a perspectiva progressista. Acredito que o PCdoB tem feito isso muito bem”.

Confira abaixo a entrevista com o Secretário:

Como encarou o desafio de ser o Secretário de Educação de Jundiaí?

Polli– Fiquei muito feliz pelo reconhecimento e pela oportunidade de desenvolver um projeto diferenciado com base nas minhas crenças pessoais e do coletivo da educação que acredita em uma educação mais progressistas, e no meu ponto de vista, neste último ano, conseguimos dar esse rumo para a proposta pedagógica, um dos nossos focos nesse período.

Estou na educação há mais de 30 anos e estou desde o começo da gestão na Secretaria de Educação, então assumir a Secretaria foi também decorrência do meu trabalho na área, um desafio muito grande que assumi junto com minha equipe e acredito que estamos avançando muito.

Quais foram as principais mudanças estabelecidas com a sua chegada à Secretaria?

PolliEnumero em três frentes em processo de implantação na rede. A primeira é de ordem física e material, a manutenção das escolas da rede, trabalhos de reformas, ampliação, manutenção, construção de salas, coberturas de quadras, entre outros. Embora muitas ações tenham sido realizadas temos muito trabalho pela frente, pois é uma rede grande, mas aos poucos pretendemos atender toda a demanda.

Outra frente é o projeto pedagógico, colocamos em prática alguns projetos estratégicos como a elaboração das diretrizes curriculares, diretrizes pedagógicas, preparação de um Fórum de Educação para começar o debate de ideias sobre a área e a transformação do Conselho Municipal de Educação em um Conselho deliberativo.

Houve também a criação de seis núcleos pedagógicos na rede, alguns eram supervisões específicas e se tornaram núcleos, a exemplo do que existe em cidades como São Paulo. São os núcleos educacionais de Educação e Cultura Corporal, de Educação e Língua Estrangeira, de Educação Sociocomunitária, de Educação Socioambiental, Arte Cultura e Educação e Centro de Imaginação Moinhos de Vento.

Esses novos projetos demonstram uma maior aproximação da Secretaria com os profissionais da educação. Esse é o intuito?

PolliCom certeza todo o nosso processo pedagógico está sendo construído sobre esse viés. Os núcleos tem entre seus objetivos dar autonomia para as unidades escolares desenvolverem projetos dentro da realidade de cada localidade.

Eu visitei aproximadamente metade da rede para conhecer a estrutura das escolas, os profissionais, alunos, o ambiente e ver as necessidades; isso foi muito importante nos aproxima da realidade de cada escola, agora pretendo continuar as visitas nas outras unidades.

Também tivemos importantes avanços com relação aos direitos trabalhistas nos primeiros anos da gestão como reajustes para as categorias, a implantação da lei que obriga o cumprimento de um terço da jornada em horas de formação. Hoje o professor tem o direito de das 30 horas semanais de trabalho, cumprir 20 em sala de aula e aproveitar 10 horas em sua formação, com 5 horas em local de livre escolha e 5 nas formações específicas da secretaria. Também houve a contratação de novos profissionais por meio de concursos públicos.

O reconhecimento salarial do profissional e a autonomia para ajudar na construção do processo pedagógico contribui muito para melhorar, cada vez, a educação no município.


Nesse processo de maior participação dos profissionais da educação, houve também mudanças na diretoria de alimentação escolar. Poderia nos explicar sobre essa mudança?

PolliEu destaquei a Roseli Regina Gomes da Silva para gestora da área com a ideia de ressignificar o trabalho de alimentação escolar vinculado ao processo pedagógico.

Inclusive nas visitas às escolas conheci projetos já desenvolvidos pelos educadores e cozinheiras. Fiquei muito satisfeito, pois é esse o nosso propósito. Conseguimos melhorar a condição de trabalho das cozinheiras e cozinheiros, além de estudos para parcerias para aprimorar o trabalho nesta área.

Com relação a interface com outras pastas da secretaria houve um grande avanço entre a Secretaria de Educação e Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Vocês criaram a diretoria inclusiva, quais foram os avanços até então?

Polli– Quando assumi como secretário transformamos a supervisão de educação inclusiva em uma diretoria e trouxemos a professora universitária e psicóloga Samanta Palmieri, que possui uma vasta experiência e já havia trabalho em diversas entidades da cidade.

A demanda aumentou na rede pelo fato de termos criado a diretoria, as pessoas começaram a procurar esse direito, dobramos o número de crianças que estão sendo assistidas na rede.

Conseguimos consolidar a contratação de uma empresa que presta serviços com cuidadores especializados para crianças com deficiências que possuem o direito desse acompanhamento.

Aos poucos estamos planejando a expansão desta diretoria e pretendemos consolidar o atendimento para todas as crianças. Também houve avanços no transporte das crianças às escolas.

A parceria com a Coordenadoria dos Diretos das Pessoas com Deficiência foi fundamental para esses avanços, já que a política pública vai sendo construída por meio do compromisso de todos os envolvidos.

A reformulação do programa Educação de Jovens e Adultos e a vinda do Instituto Federal também são marcas dessa gestão. Nos conte um pouco sobre esses avanços.

Polli– A Educação de Jovens e Adultos (EJA) passou por uma reestruturação administrativa e pedagógica, o que resultou uma diminuição significativa do número de analfabetos na cidade.

Agora a maior parte das aulas são presenciais, instituímos também modalidades de ensino profissionalizante conjuntamente ao ensino fundamental e descentralizamos as aulas. Essas mudanças qualificaram o processo e a procura aumento muito, tanto do ensino fundamental como do médio.

Juntamente com este trabalho tivemos a implantação do campus avançado do Instituto Federal em Jundiaí, com cursos técnicos gratuitos de comércio e informática a distância. O objetivo é conquistar recursos para a construção de um campus pleno, já temos o terreno, assim poderemos ofertar cursos superiores.

Qual é o principal desafio da Secretaria de Educação?

PolliSão muitos desafios, mas pela extensão social do problema, as vagas em creches são um desafio muito grande. Pelo nosso compromisso com as crianças e as famílias, estamos enfrentando este problema, inclusive temos dados que apontam alta taxa de nascimentos na cidade, o que aumenta nossa responsabilidade no planejamento das ações para atender a todos.

Quando assumimos haviam 2.600 crianças na fila de espera, chegamos a criar mais de três mil vagas nesses três anos, ampliamos os convênios com escolas particulares, criamos novas salas de aulas, construímos uma nova creche e outra está em construção, ações que reduziram em 40% do número inicial de crianças na fila.

Porém, nosso maior desafio é diminuir ainda mais essa fila, uma demanda que requer muito esforço, um trabalho social amplo e recursos para a construção de novas unidades. Estamos empenhados nisso.

Como é uma demanda social antiga e em expansão, as soluções dependem de vários fatores. Não basta planejar esta expansão isoladamente, ela tem que ser pensada na interface com outras políticas públicas de trabalho e renda, moradia, saúde, etc.


Percebemos uma secretaria com uma visão muito humanizada, seja na atenção dada aos professores, alunos pais e profissionais. Isso é um pouco da sua vivência política da esquerda.

PolliNão tenho dúvida, o pensamento de esquerda é um pensamento humanista embora existiam pessoas da própria esquerda que acham que não, que humanismo é um braço do conservadorismo, na minha opinião não. Apesar de estarmos num momento de revisão e redefinição do papel da esquerda, creio que o humanismo é sua marca.

Essa visão humanista supõe que o cidadão deve participar das decisões, estou me referindo ao diálogo. Precisamos valorizar todas as experiências e conhecer a realidade das pessoas para pensar em projetos e programas que atenderão às suas necessidades. Estabelecer o diálogo é um processo em construção e trabalhoso.

O diálogo não é uma coisa dada, muitas pessoas entendem que dialogar é só fazer reivindicações e não é, já que há diferentes necessidades de diferentes atores sociais. Eu particularmente acho que simplesmente reunir as pessoas não é o único meio de estabelecer o diálogo, temos outros meios como, por exemplo, essas visitas às escolas são uma forma de estabelecer o diálogo.

Mas estamos conversando muito para permitir essa construção, atendi várias comissões junto com o sindicato para tratar de assuntos da categoria, sempre estou aberto ao diálogo.

Como a educação pode contribuir com essa nova geração de crianças e adolescentes nesse momento tão conturbado na nossa história política, econômica?

Polli A escola tem uma tarefa fundamental que é mostrar para as crianças que as divergências e diferenças de olhares e percepções sobre social, a política, a econômica e todas as dimensões de nossa existência são naturais.

As diferenças não podem se tornar um campo de batalha, temos que valorizar o que Paulo Freire chamava de processo de conscientização. Conscientização não é apenas tomar consciência da realidade, mas agir sobre ela. Todos temos que, com a tranquilidade que a democracia envolve, quando as diferenças não são movidas por motivos torpes, considerar a vida social e pessoal como algo bom para todos.

Vi em uma postagem de um amigo meu, que crianças tem brigado nas escolas por conta da cor da camisa ou porque a outra está comendo coxinha. A situação em vez de ser apontada como problema é uma oportunidade educacional de mostrar que na democracia as diferenças de opiniões fazem parte do processo.

A escola tem papel determinante no debate de ideias, comparação de situações de fatos, para que os alunos tenham sua própria percepção e não se deixem influenciar pela mídia, que já tem sua percepção pronta dos fatos.

O trabalho educativo tem que trazer essa consciência política, de modo que a política não seja entendida apenas como a via institucional partidária. Política é o compromisso de cada cidadão pelo bem da sociedade.

Como você avalia a participação do PCdoB na gestão pública?

PolliEstou bastante satisfeito com a atuação do partido no governo e tenho certeza que terá papel fundamental nas próximas eleições, por todo o trabalho realizado nas pastas comandadas pelos seus militantes. O partido está forte, tenho acompanhado as filiações, os debates.

Defendo a continuidade do apoio ao prefeito Pedro Bigardi. Apoiar o projeto do governo, que contempla a atuação de outras forças, porque acredito que continuaremos a ter participação destacada.

O PCdoB é um dos sustentáculos do governo, o desafio é ajudar a construir uma política de governo com a perspectiva progressista. Acredito que o PCdoB tem feito isso muito bem.

Na Secretaria de Educação temos quatro “cabeças pensantes” que são do PCdoB eu, o professor Marcel, o professor Adriano e a diretora Roseli, quatro militantes do partido que se esforçam muito para imprimir essa marca do PCdoB na gestão.

Minha história na esquerda começou há 27 anos e recentemente me filiei ao PCdoB. Estou ainda em fase de adaptação no partido, mais observando e aprendendo. Parabenizo a coerência do partido, que mesmo com muitas dificuldades não parou. Creio que seja uma força política fundamental na cidade hoje.


Texto e fotos: Eliane Silva Pinto