segunda-feira, 28 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Presidente do PCdoB de Jundiaí prestigia a posse do novo administrador da Paróquia do Jardim Santa Gertrudes

O presidente do PCdoB de Jundiaí, Tércio Marinho, acompanhou a posse do Padre Maguinaldo Vicente da Silva, que assumiu a função de administrador da Paróquia do Jardim Santa Gertrudes durante cerimônia realizada no dia 27 de fevereiro, a partir das às 8h30.

Compareceram ao evento cerca de 3 mil fiéis, o qual contou ainda com uma missa elebrada pelo Bispo Diocesano Dom Vicente Costa. Tércio conversou com o Pe. Maguinaldo, cumprimento-o pela posse e também falou sobre questões de interesse da comunidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Eco Dos Gritos Das Ruas

A União da Juventude Socialista (UJS) e a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) consideram que a manifestação realizada na última quinta-feira (17) obteve o êxito previsto.
O ato representou o início da campanha que a UJS irá lançar na próxima semana em prol do passe livre, além de salientar a posição do movimento estudantil quanto ao aumento da tarifa do trem e o possível aumento da tarifa do ônibus.

A juventude está na vanguarda da maioria das lutas do povo brasileiro. O grupo que governa São Paulo tem mostrado ao longo das últimas duas décadas que não se preocupa com o impacto que certas ações acarretam na população, por isso a UJS e a UPES consideram que ir para as ruas é essencial para a defesa do povo paulista, em loco, dos estudantes e dos trabalhadores.

Cerca de 45 estudantes participaram do ato, que percorreu o centro de Jundiaí até chegar à estação ferroviária. Para o presidente da UJS, Brean de Souza Pinto, 19, Jundiaí já tem uma das tarifas de ônibus mais altas do país e não pode aumentar o valor que atualmente é R$ 2,65.
A Prefeitura de Jundiaí informou, por meio de assessoria, que não há previsão de reajuste da passagem de ônibus. O último aumento da tarifa de transporte coletivo urbano ocorreu em 4 de abril de 2010, quando o valor cobrado passou de R$ 2,50 para R$ 2,65. Sobre o passe livre, a Secretaria Municipal de Transportes informou que oferece aos estudantes do ensino fundamental, médio e superior isenção de 50% no valor da tarifa de ônibus, mediante comprovação de matrícula em instituições de ensino regulares reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

A primeira vitória já foi obtida, pois a prefeitura se manifestou dizendo que não há previsão para o aumento da tarifa dos ônibus, mas a pressão irá permanecer por parte da UJS e da UPES a fim de garantir que o aumento não ocorra. Caso ocorra, será a prova que a prefeitura de Jundiaí engana os cidadãos.

Passe Livre
Quanto ao passe livre estudantil, a prefeitura declarou que já disponibiliza isenção de 50% aos estudantes, mas a reivindicação é de que a isenção seja de 100%, como ocorre em algumas cidades do estado. “Aproveitamos para reivindicar o passe livre estudantil, que é uma das bandeiras nacionais do movimento estudantil, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), pois se trata de um grande incentivo para a educação, pois muitos jovens deixam de estudar por não haver condições de financiar transporte, ademais a educação não limita aos muros escolares, mas transcende ao cinema, teatro, biblioteca, parques e alguns outros lugares que os estudantes só têm acesso pelo transporte público. Este direito já foi conquistado em algumas cidades como Americana, por exemplo, e Jundiaí devido a sua força econômica também tem condições”, disse o presidente da UJS, Brean.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Manifesto de lançamento do “Movimento Jundiaí Livre”

O Movimento Jundiaí Livre é formado por cidadãos e cidadãs de diversos setores da nossa sociedade, que compartilham dois objetivos em comum: tornar a nossa cidade mais democrática e socialmente inclusiva. Envolve entidades e pessoas que amam Jundiaí. Pessoas nascidas, criadas ou que escolheram esta terra para levar a vida e cuidar de suas famílias. Que acreditam na democracia e na soberania popular para decidir seus caminhos.

Jundiaí possui um incrível potencial. Situada entre as duas das mais importantes cidades do Brasil, tem o privilégio de ser servida por grandes rodovias, como a Anhangüera e a Bandeirantes. Além disto, conta com reservas naturais significativas, fontes de água, como rios, represas e a Serra do Japi, um patrimônio da flora e da fauna. Esta é uma situação privilegiada e que pode beneficiar nossa cidade e toda população.

Mas, infelizmente, temos visto a falta de planejamento, o poder econômico e a especulação imobiliária desgastarem dia após dia a esperança de vermos efetivamente uma cidade que contemple o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural de nosso povo. Um mesmo grupo governa esta cidade por longos vinte anos consecutivos, articulando interesses econômicos e políticos de um pequeno grupo em detrimento dos mais de 370 mil habitantes de Jundiaí. Isto é algo que gravemente nos preocupa.

Não apenas a falta de alternância no poder que justifica esse tipo de análise, mas, principalmente, o modo como se executa a continuidade política e os métodos utilizados para a dominação política local. Um grupo no poder que se perpetua através do uso da burocracia e do conhecimento da máquina política. Aproveitando-se do acesso a informações e da posição privilegiada na pirâmide do poder, a atividade política passa a ser exercida a fim de conseguir prosperar um projeto de continuidade nas esferas decisórias, tornando comum o uso privado do setor público. Esse grupo ainda estabelece o controle dos recursos financeiros conforme seu projeto de domínio; influencia os meios de comunicação e divulgação de informações para atender seus próprios interesses; barra novas iniciativas que possam expor ou colocar em risco sua manutenção no poder e busca deter por todos os meios qualquer movimento articulado de oposição, como acreditamos que também seremos vítimas. Mas resistiremos.

O grupo no poder também organiza a estrutura política em benefício de seu projeto de manutenção – ou seja, seus interesses não são os mesmos daqueles que deveria representar. Dessa forma, a participação dos indivíduos torna-se segmentada, limitada e amplia-se o poder da classe dirigente, o que permite que quaisquer resistências a estes mecanismos sejam minadas. Em Jundiaí, o trabalho para conseguir romper esta lógica é árduo, de tão enraizados que estão os mandatários locais, acostumados a tantas décadas de controle da política. Eles apenas trocam de siglas e de nomes, mas sempre representam os mesmos interesses.

Somos um Movimento de Oposição, consciente de nosso papel como agente político e capaz de mobilizar a sociedade para uma alternativa bastante diferente desta que esta colocada pelo Prefeito. Não queremos falar de eleições, mas inserir a população em debates sobre temas fundamentais, como educação, saúde, mobilidade urbana, entre outros. Desta forma, realizaremos nossos próprios debates, ouvindo e dialogando com toda a sociedade e apontando outros caminhos. Queremos chamar a juventude para esta discussão, pois sabemos o quanto Jundiaí precisa de políticas para jovens, com acesso ao esporte, cultura e lazer de qualidade, algo que não ocorre atualmente. O jovem quer participar da vida pública e necessita de espaços que lhe dêem esta condição verdadeiramente, sem as amarras do grupo no poder. Este Movimento convida o jovem para esta participação livre.

É hora de discutir uma alternativa de cidade: mais justa, sustentável e voltada para o interesse da maioria. Modificar essa realidade política sufocante e projetar um novo futuro para Jundiaí é uma exigência de vastos setores da sociedade e uma forma de honrar a luta e o trabalho, ao longo da História, de tantos cidadãos e cidadãs que se dedicaram à nossa cidade.

Assinam este Manifesto (Partidos em ordem alfabética):
Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Partido dos Trabalhadores (PT)
União da Juventude Socialista (UJS)

Clique aqui e visite o blog do movimento Jundiaí Livre

Netinho: denúncias da Folha têm motivação política e visam 2012

“Para a gente, é tudo mais difícil; só quem
veio de lá é que sabe”, diz Netinho
Ao contrário do que foi noticiado pela Folha de S.Paulo nos últimos dias 15, 16 e 17, não há, por ora, nenhum dado concreto capaz de caracterizar como “fantasmas” as empresas que prestaram serviço ao vereador de São Paulo, Netinho de Paula (PCdoB).

A afirmação foi feita na tarde desta quinta-feira (17) pelo promotor Marcelo Daneluzzi. O vereador, por sua vez, diz não ter dúvidas de que as matérias têm “motivação política” e visam prejudicar sua possível candidatura para a Prefeitura em 2012.

“Eu ainda não me sinto confortável em dizer que essas empresas são fantasmas. Elas podem não estar no endereço constante no contrato social, mas pode ter havido alguma mudança e elas podem, de fato, existir. Então, ainda não tenho essa comprovação”, declarou Marcelo Daneluzzi em coletiva realizada no Ministério Público do Estado de São Paulo.

Ele está à frente de investigações envolvendo supostas irregularidades na prestação de serviços de empresas a três vereadores – além de Netinho, João Antônio (PT) e Carlos Alberto Bezerra (PSDB) –, ambos deixados de lado nas matérias do diário paulista. Segundo foi noticiado, as empresas Paulo Sérgio Rodrigues de Souza, Nilton de Souza Brandão Informática, PRS Informática e Mineral Comunicação e Imagem, prestadoras de serviço ao vereador comunista, teriam apresentado divergências em seus endereços. Ou seja, elas não funcionariam nos locais indicados nos contratos sociais e na Junta Comercial.

“Preciso checar se, de fato, essas empresas não estão sediadas no local constante do contrato social. Tenho informações parciais da Câmara sobre os contratos e pagamentos relativos a elas”, explicou Daneluzzi. De acordo com o promotor, a Câmara está sendo notificada a fim de prestar informações sobre o caso. Além disso, todos os envolvidos serão ouvidos pelo MP. Os vereadores prestarão esclarecimentos no começo de março.

“Arquei com o prejuízo”
Procurado pelo Portal Vermelho, Netinho de Paula disse que “se as notas deram problema, elas não geraram reembolso e se não houve reembolso, não houve dolo à Câmara. Eu é que arquei com o prejuízo”.

Para ele, o que está por trás das denúncias é a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012, para a qual ele é virtual pré-candidato. “Não tenho dúvida de que isso tudo tem motivação política. Isso fica bem claro, inclusive, com pessoas aqui da Casa mesmo que estão se utilizando de contatos dentro da Folha para vazar documentos da secretaria”, disse.

“A Folha publicou documentos que são da Secretaria da Câmara e não teriam como sair daqui. Ou seja, já tem todo um esquema montado para tentar desconstruir minha imagem e abrir caminho para outros candidatos”, acusou. E, referindo-se à sua origem humilde, declarou: “Para a gente, é tudo mais difícil; só quem veio de lá é que sabe”.

Netinho disse ainda que aguardará as investigações do Ministério Público antes de tomar qualquer providência legal. “A tentativa de desconstrução dessa mídia golpista que temos em São Paulo, através do MP, não vai prejudicar a relação que sempre tive com o meu povo. Espero que haja transparência nas investigações porque transparência é o melhor remédio para a injustiça”.

Carta à Folha
Nesta quarta-feira, 16, o vereador Netinho de Paula encaminhou carta à Folha de S.Paulo a fim de esclarecer os fatos noticiados pelo jornal. “Tenho prestado todos os esclarecimentos solicitados pelo órgão público e sempre agi dentro das normas e regimento estabelecidos e aprovados pela Câmara dos Vereadores”, escreveu.

No quesito de contratação de bens e serviços, destacou que “oriento o meu mandato a ter como conduta solicitar vários orçamentos para a pesquisa e análise de preços e qualidade dos mesmos, prática não exigida, nem orientada, pelo Manual de Procedimentos de Prestação de Contas do Auxílio-Encargos Gerais de Gabinete da Câmara”.

Mais adiante, apontou: “um vereador contrata serviços na boa fé própria e de seus contratados, compete a verificação da veracidade dos documentos apresentados à Equipe de Tomada de Contas da Câmara de acordo com o manual citado acima. O Tribunal de Contas do Município, como constou na matéria publicada em 16 de fevereiro de 2011, na Folha de S.Paulo sob o título “Câmara cobra explicações de Netinho sobre gastos oficiais”, também “considera a fiscalização dos gastos responsabilidade do controle interno da Câmara””.

Por fim, argumenta que “a decisão do que é ressarcido ao vereador da cidade de São Paulo é de exclusiva competência da Câmara de Vereadores não cabendo essa função ao parlamentar, conforme a Lei Municipal nº 14.381/07 em seu artigo 20 - parágrafo 10”.

De São Paulo, Priscila Lobregatte