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quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Resultados da enquete do blogue do PCdoB
Onde está a maior falha do PSDB na administração de Jundiaí?
- Segurança: 2 (11%)
- Transporte: 1 (5%)
- Saúde: 0 (0%)
- Habitação: 0 (0%)
- Especulação Imobiliária: 6 (35%)
- Falta de Transparência: 4 (23%)
- Educação: 1 (5%)
- Trânsito: 2 (11%)
- Falta de Planejamento Urbano: 1 (5%)
Total de votos: 17
- Segurança: 2 (11%)
- Transporte: 1 (5%)
- Saúde: 0 (0%)
- Habitação: 0 (0%)
- Especulação Imobiliária: 6 (35%)
- Falta de Transparência: 4 (23%)
- Educação: 1 (5%)
- Trânsito: 2 (11%)
- Falta de Planejamento Urbano: 1 (5%)
Total de votos: 17
sábado, 25 de julho de 2009
Para entender como funciona a mídia corporativa Revista Veja: Laboratório de invenções da elite
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“Veja faz um jornalismo de trás para a frente”, explica Cláudio Julio Tognolli, repórter do semanário na década de 1980 e hoje professor da USP. Segundo ele, se estabelece uma tese e a partir dela se parte para a rua, para a apuração. Ouvir lados diferentes da história e pesquisar sobre o tema são práticas que não alteram a “pensata”, jargão para definir a tese que a matéria deve comprovar. Dentro da redação, o melhor repórter é o que traz personagens e fontes para comprovar a tese. “Assim, Veja ensina à classe média bebedora de uísque o que pensar”, alfineta.
Por Anselmo Massad, da revista Fórum
Um movimento popular ganhava atenção e simpatia da opinião pública fazia dois anos. Era preciso desmoralizá-los. Em junho de 1998, a capa da revista semanal com maior tiragem do país enquadrava uma das lideranças do movimento com uma iluminação avermelhada produzida nas telas de um computador sobre o rosto com uma expressão tensa. A chamada não deixava dúvidas: “A esquerda com raiva”. O rosto demonizado era de João Pedro Stédile, líder do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), e a publicação, Veja.
Na matéria, além de explicitar sua posição, descredenciando o movimento por defender idéias contrárias às defendidas pela revista, os sem-terra eram apresentados como grupo subversivo-revolucionário, quase terrorista. Apesar das quase duas horas de entrevista, só foram aproveitadas declarações do líder de debates sobre socialismo em congressos devidamente descontextualizados. Stédile conta que, após a publicação daquela reportagem, ele e as lideranças do movimento tomaram a decisão de não atender mais à revista. Na época, uma carta anônima circulou por correio eletrônico revelando supostos detalhes de como a matéria teria sido produzida. A carta não comprova nada, e atribui ao secretário geral de Comunicações de Governo de Fernando Henrique Cardoso, Angelo Matarazzo, a “encomenda” para desmoralizar os sem-terra.
A iniciativa de não dar entrevistas à Veja também foi adotada por Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo da Arquidioscese de São Paulo, quando presidia a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O motivo era a distorção da cobertura. Procurado, não quis discutir o tema, apesar de manter a determinação de não conversar com jornalistas do veículo.
O presidente venezuelano Hugo Chávez é o mais recente alvo no plano internacional. Em 2002, Veja chegou às bancas no domingo com a chamada "A queda do presidente fanfarrão", quando a reviravolta já havia ocorrido e a manobra golpista denunciada. A "barriga", jargão jornalístico empregado a erros da imprensa, não foi sequer corrigida ou remediada. Em 4 de maio desse ano, Hugo Chávez voltou a ser alvo da revista, com a pergunta na capa "Quem precisa de um novo Fidel?", ditador cubado a quem a revista sempre se esperneou.
A lista é extensa, mas as razões derivam de uma fórmula simples. “Veja faz um jornalismo de trás para a frente”, explica Cláudio Julio Tognolli, repórter do semanário na década de 1980 e hoje professor da USP. Segundo ele, se estabelece uma tese e a partir dela se parte para a rua, para a apuração. Ouvir lados diferentes da história e pesquisar sobre o tema são práticas que não alteram a “pensata”, jargão para definir a tese que a matéria deve comprovar. Dentro da redação, o melhor repórter é o que traz personagens e fontes para comprovar a tese. “Assim, Veja ensina à classe média bebedora de uísque o que pensar”, alfineta.
Júlio César Barros, secretário de redação da revista, negou esse tipo de procedimento, em entrevista realizada em meados de 2003. Ele admitiu, porém, que a posição da revista é muito clara e conhecida por todos, do estagiário ao diretor. “Medidas irresponsáveis, que atentem contra as leis de mercado ou tragam prejuízos para a economia não terão apoio da revista, que prefere políticas austeras e espaço para o empresariado”, resumiu. A versão oficial do jornalismo praticado pela revista é de que, depois de ouvir especialistas e as pessoas envolvidas, o repórter normalmente já tem uma opinião formada sobre o assunto e a reproduz na matéria. Quem já trabalhou na revista nega.
“As assinaturas das matérias são uma ficção”, sintetiza um ex-colaborador da revista que não quis se identificar. As matérias são reescritas diversas vezes. O repórter entrega o texto que é modificado pelos editores, depois refeito pelos editores executivos e, por fim, pelos diretores de redação. No final da “linha de montagem”, o repórter, que pacientemente aguardou a edição para uma eventual necessidade de verificação de dados, não tem acesso ao texto até ver um exemplar impresso. O processo é narrado no livro do ex-diretor de redação da revista Mário Sérgio Conti, que fez parte da cúpula da publicação até 1997, como chefe de redação e diretor. A opinião que prevalece é a da revista, ainda que todos os entrevistados tenham dito o oposto, mesmo que para isso seja preciso omiti-las do leitor.
A criação de frases de efeito para os entrevistados foi, durante a década de 1980, prática comum, conforme narram diversos jornalistas ex-Veja. É do inventivo do ex-diretor Elio Gaspari a frase assumida por Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual”. Outras foram criadas, algumas sem consulta, no caso de fontes mais próximas aos repórteres e diretores, que ganhavam carta-branca como porta-vozes de certas personalidades.
No quesito busca de frases, Tognolli conta que elaborou com colegas um dicionário de fontes que incluía verbetes como “Sindicalista que fala bem da direita” ou “Militar que fala bem da esquerda”. O material informal de consulta chegou a 70 verbetes e inúmeros nomes. Algo essencial para os dias de fechamento e encomendas de declarações sob medida.
Veja por dentro
Assim como outras revistas semanais, a estrutura é extremamente centralizada. Até o cargo de editor, o jornalista ainda é considerado de “baixa patente”, ou seja, não decide grandes coisas sobre o que será publicado. Dos editores executivos para cima já se possui poder sobre a definição do conteúdo, mas os profissionais são escolhidos a dedo. Além de competência profissional — qualidade de texto, capacidade intelectual e ampla bagagem cultural — é preciso estar muito alinhado com a editora.
Afinados, os diretores têm grande liberdade para controlar a equipe. Quanto ao conteúdo, o espaço é considerável, ainda que o presidente do conselho do grupo, Roberto Civita, o herdeiro do império da Editora Abril, participe das reuniões que definem a capa de Veja, junto do diretor de redação, do diretor-adjunto (cargo hoje vago), do redator-chefe e, eventualmente, do editor-executivo da área.
O ex-redator-chefe, atualmente diretor do jornal Diário de São Paulo relata que Civita sempre foi muito presente na redação, ainda que sem vetos ou imposições do patrão. Leite sustenta que as matérias e capas sempre foram feitas ou derrubadas a partir de critérios jornalísticos. “Roberto Civita acompanhava a confecção da revista, sabia de seu conteúdo e dava sua opinião em reuniões regulares com os diretores da revista. Mas, de vez em quando, até saíam matérias com as quais ele não estava de acordo”, garante. Leite afirma que, nesses casos, cobrado por políticos e empresários, Civita respondia que “não controlava aquele pessoal”. “Claro que controlava, mas sabia que fazer revista não é igual a fabricar sabonete”, compara.
A revista busca agradar a quem a compra: a classe média conservadora. A tiragem semanal da revista é de 1,1 milhão de exemplares, sendo 800 mil assinantes e o restante vendido em banca. “A maioria dos que compram, gostam das opiniões, gostam do Diogo Mainardi”, lamenta Raimundo Pereira, um dos primeiros editores da revista na época em que lá ainda trabalhava o seu criador, Mino Carta.
A cúpula da publicação reflete esse perfil. O diretor de redação Eurípedes Alcântara e o ex-diretor da revista Exame Eduardo Oinegue, autor da matéria de 1998 sobre os sem-terra, são membros do São Paulo Athletic Club, o Clube Inglês, freqüentado pela elite paulistana. Oinegue costumava defender que os jornalistas devem circular e manter amizades no meio em que cobrem. Entre empresários, se a editoria é Economia, políticos, se é Brasil etc.
Os preconceitos da elite são refletidos pela revista. Além dos movimentos sociais, há quem relate que um dos bordões de Tales Alvarenga, atual diretor de publicações, em sua fase à frente da revista era: “Não quero gente feia”. Por gente bonita, referia-se não apenas a padrões estéticos de magreza, mas também aqueles ligados à cor da pele. Segundo colaboradores próximos, fotografar negros seria quase certeza de material desperdiçado.
A despeito de comentar o livro de Mário Sérgio Conti, o ex-editor-executivo de Veja, hoje diretor do Diário de São Paulo, Paulo Moreira Leite, criticava a obra por ser parcial demais e não ser fiel aos fatos, especialmente os que envolviam os amigos do diretor. “A amizade e a proximidade excessiva com os poderosos são o caminho mais comum e mais eficaz para a impostura e a falsidade, o erro e a arrogância”, afirmava na época. Procurado novamente para falar a respeito, recusou-se a falar mais sobre Conti.
Falando em amizades, um caso em que essas relações foram reveladas, mas nem por isso foram explicadas ocorreu em novembro de 2001. O nome da editora de economia de Veja, Eliana Simonetti, aparecia na agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos. Ela recebeu a quantia de 40 mil reais em empréstimos, segundo sua própria estimativa. A revista, de acordo com a jornalista, sabia do relacionamento. Quando os repasses vieram a público, ela foi demitida, sob a alegação de "relacionamento impróprio" com uma fonte.
O maior problema é que a informação surgiu a partir de uma agenda do lobista, envolvido com empresas transnacionais e influência direta sobre funcionários do Palácio do Planalto. Quem revelou a existência do documento foi Veja, cuja reportagem fez vista grossa ao nome da colega. Para dar satisfação à opinião pública, a revista publicou somente uma nota a respeito. Nenhuma investigação foi promovida sobre eventuais matérias compradas, hipótese negada pela ex-editora e pela revista. Simonetti não respondeu aos contatos, mas afirmou, à época, que "todo jornalista tem seu lobista", colocando toda a classe sob suspeita. Ela processou a Abril, e ganhou em primeira instância no ano seguinte o direito à indenização de 20 vezes o valor do último salário.
Império
Publicações tradicionais do mundo todo têm sua posição claramente conhecida pelo público, sem roupagem de imparcialidade. Os questionamentos éticos aparecem quando as relações por trás desses interesses não são transparentes ao público leitor. Um dos motivos dessa falta de transparência é o surgimento dos grandes conglomerados de comunicação. Esse fenômeno adquire contornos mais dramáticos no Brasil, que permite a propriedade cruzada dos meios de comunicação (uma mesma empresa detém meios impressos e televisivos, por exemplo).
O presidente da Radiobrás e ex-diretor de publicações da Abril, Eugênio Bucci, alerta que os grupos transnacionais de entretenimento compram TVs e jornais e os restringem a um mero departamento. “A pergunta que se colocava antes era se o jornalismo é capaz de ser independente do anunciante. Hoje se questiona se ele é capaz de ser independente do grupo que o incorporou”, avalia.
A concentração dos veículos de comunicação nas mãos de poucos grupos, ainda que nacionais, é a marca da história da mídia no Brasil. O grupo Abril não foge à regra. Ele abarca um complexo que envolve 90 revistas, duas editoras de livros (Ática e Scipione), uma rede de TV (MTV), uma de TV a cabo (TVA) e uma rede de distribuição de revistas em banca de jornal (Dinap), além de inúmeras páginas na internet. Tem sete das dez revistas com maior tiragem no país e, nesse quesito, Veja é a quarta maior do mundo. “A Abril faz o que for preciso para expandir seu império, se for preciso derrubar um artigo da Constituição, alterar leis ou políticas, ela usa suas publicações para gerar pressão”, sustenta Giberto Maringoni, jornalista, chargista e doutorando em história da imprensa.
A evolução do império Abril dá uma mostra de como ela soube usar bem sua, digamos, habilidade. O início das atividades se deu em 1950, com a publicação das revistas em quadrinhos do Pato Donald, personagem de Walt Disney. O milanês Victor Civita aproveitava a licença para a América Latina e a amizade do irmão Cesar com o desenhista norte-americano para lançar os produtos. Apesar de simbólico, não se pode dizer que o grupo tenha sido um propalador de enlatados norte-americanos ou produzido materiais de má qualidade em sua história.
O surgimento de diversas revistas, incluindo Veja, um semanário informativo — e não uma revista ilustrada, como o nome e as concorrentes sugeriam —, o lançamento de coleções na década de 1960, como A conquista do espaço, a revista infantil Recreio, sob o comando da escritora Ruth Rocha, e a revista Realidade, uma das melhores feitas no país até hoje, são exemplos de publicações de qualidade da editora. Qualidade que não se manteve, segundo o diretor responsável pela criação de Veja em 1968, Mino Carta. Ele considera a publicação da Abril muito ruim, assim como todas da grande imprensa brasileira, à qual lê muito pouco, para “não sofrer demais”. Na época em lançou o livro Castelo de Âmbar (Editora Record, 2000), afirmou aos quatro ventos a incompetência e até a “imbecilidade”, em suas palavras, dos donos da Abril, que “não entendiam nada de Brasil, assim como não entendem ainda hoje.”
O episódio da demissão de Carta do seu posto na revista Veja é um exemplo do tipo de interesses que pautam os donos da Abril e o jornalismo de suas publicações. A censura prévia havia sido suspensa em março de 1974, com a posse do general Ernesto Geisel. Combativa, a redação publicou três capas seguidas com duras críticas ao governo. A gota d'água para o regime foi uma charge de Millôr Fernandes, que apresentava um preso acorrentado e um balão com a fala de um carcereiro oculto, do lado de fora da cela: “Nada consta”.
Na negociação operacional da censura, Carta conta que Roberto Civita, filho de Victor, ofereceu a cabeça de Millôr a Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil, para tentar evitar a censura. O então ministro da Justiça, Armando Falcão, queria a cabeça de Carta. No livro, ele menciona uma carta escrita por Sérgio Pompeu de Souza, o preferido de Falcão e diretor da sucursal de Brasília, sugerindo ao conselho a demissão do diretor para facilitar as coisas para a revista. Carta afirma que, entre as facilidades, estava incluso a liberação de um financiamento da Caixa Econômica Federal para saldar uma dívida de 50 milhões de dólares no exterior.
Na versão oficial, reproduzida no livro de Conti, os Civita queriam noticiar os progressos do país e Carta, só os aspectos negativos do regime. Queriam ainda expandir o grupo, com a construção de hotéis. Foi preciso ceder ao governo. O episódio decisivo foi a exigência da demissão do dramaturgo Plínio Marcos, colunista da revista. A negativa de Carta em fazê-lo foi o motivo alegado para o seu desligamento, em abril de 1976. Dois meses depois, a censura na revista acabou.
Desde então, Veja tem servido a interesses políticos e econômicos para preservar os seus, ainda que isso implique mudança de posição. Um exemplo foi o comportamento na ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O livro Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti, conta em detalhes o período, ainda que inclua a maioria da grande imprensa. Da capa sobre "O caçador de marajás", em 1988, até a “Caso encerrado”, sobre a morte de Paulo César Farias, a despeito do laudo do médico-legista Fortunato Badan Palhares, em 1993. A adesão automática à candidatura alternativa aos perigosos Leonel Brizola e depois Luiz Inácio Lula da Silva, favoritos naquele pleito, foi dando lugar aos escândalos de corrupção no decorrer do governo.
Os que têm seus interesses atendidos pela revista também mudam. Para Tognolli, durante a década de 1980, a revista vivia sob a tutela de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quando Elio Gaspari era o diretor da revista. Nos anos de Mário Sérgio Conti, houve uma pequena melhora, até a transição ocorrida nos anos de Fernando Henrique em Brasília. “O que antes era ninho dos baianos, hoje é ninho dos tucanos. Quem começou a campanha da mídia contra o atual governo foi Veja”, sustenta.
Um levantamento das capas entre os anos de 2000 e 2005 mostram claramente o seu jornalismo tendencioso. Política interna e economia são os temas de capa mais freqüentes em 2000, 2002 e 2005. Curiosamente, em 1998, ano de eleições federal e estadual, esses temas estiveram bem ausentes: só foram destacados em 11 das 52 edições. Nada se compara a 2005, em que quase metade das 28 capas produzidas até o fechamento desta reportagem destaca temas políticos. Desnecessário dizer que o prato principal era a corrupção.
Um exemplo foi o uso de uma pesquisa do Instituto Ipsos Opinion, divulgado pela revista na edição de 13 de julho. No levantamento, constatou-se que 55% dos entrevistados acreditavam que Lula conhecia o esquema de corrupção, ao mesmo tempo em que a popularidade pessoal e do governo permaneciam estáveis em relação ao estudo anterior. A avaliação dos analistas do grupo, de que a imagem do presidente permanecia intacta, foi omitida, o inverso do apregoado pela reportagem de capa. A visão dos autores só foi publicada depois de duas edições na seção de cartas, sem o menor destaque.
Raimundo Pereira acredita que, se não fosse o caso do financiamento de campanha, é bem possível que se achasse outro assunto para desmoralizar o atual governo. “Veja não está isolada em sua ação, mas é a ponta de lança, a que tem mais prestígio e circulação”, avalia.
Tratamento bem diferente daquele dado ao caso da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre o assunto, com o rosto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada “Reeleição” e “A compra de votos no Congresso”, em letras menores. Como se não fosse corrupção. Assepsia total para o Planalto. Um servilismo ao governo que, com os petistas no poder, se transformou em ódio.
Para ler mais denúncias e análises sobre a revista Veja, clique neste link.
“Veja faz um jornalismo de trás para a frente”, explica Cláudio Julio Tognolli, repórter do semanário na década de 1980 e hoje professor da USP. Segundo ele, se estabelece uma tese e a partir dela se parte para a rua, para a apuração. Ouvir lados diferentes da história e pesquisar sobre o tema são práticas que não alteram a “pensata”, jargão para definir a tese que a matéria deve comprovar. Dentro da redação, o melhor repórter é o que traz personagens e fontes para comprovar a tese. “Assim, Veja ensina à classe média bebedora de uísque o que pensar”, alfineta.
Por Anselmo Massad, da revista Fórum
Um movimento popular ganhava atenção e simpatia da opinião pública fazia dois anos. Era preciso desmoralizá-los. Em junho de 1998, a capa da revista semanal com maior tiragem do país enquadrava uma das lideranças do movimento com uma iluminação avermelhada produzida nas telas de um computador sobre o rosto com uma expressão tensa. A chamada não deixava dúvidas: “A esquerda com raiva”. O rosto demonizado era de João Pedro Stédile, líder do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), e a publicação, Veja.Na matéria, além de explicitar sua posição, descredenciando o movimento por defender idéias contrárias às defendidas pela revista, os sem-terra eram apresentados como grupo subversivo-revolucionário, quase terrorista. Apesar das quase duas horas de entrevista, só foram aproveitadas declarações do líder de debates sobre socialismo em congressos devidamente descontextualizados. Stédile conta que, após a publicação daquela reportagem, ele e as lideranças do movimento tomaram a decisão de não atender mais à revista. Na época, uma carta anônima circulou por correio eletrônico revelando supostos detalhes de como a matéria teria sido produzida. A carta não comprova nada, e atribui ao secretário geral de Comunicações de Governo de Fernando Henrique Cardoso, Angelo Matarazzo, a “encomenda” para desmoralizar os sem-terra.
A iniciativa de não dar entrevistas à Veja também foi adotada por Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo da Arquidioscese de São Paulo, quando presidia a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O motivo era a distorção da cobertura. Procurado, não quis discutir o tema, apesar de manter a determinação de não conversar com jornalistas do veículo.
O presidente venezuelano Hugo Chávez é o mais recente alvo no plano internacional. Em 2002, Veja chegou às bancas no domingo com a chamada "A queda do presidente fanfarrão", quando a reviravolta já havia ocorrido e a manobra golpista denunciada. A "barriga", jargão jornalístico empregado a erros da imprensa, não foi sequer corrigida ou remediada. Em 4 de maio desse ano, Hugo Chávez voltou a ser alvo da revista, com a pergunta na capa "Quem precisa de um novo Fidel?", ditador cubado a quem a revista sempre se esperneou.A lista é extensa, mas as razões derivam de uma fórmula simples. “Veja faz um jornalismo de trás para a frente”, explica Cláudio Julio Tognolli, repórter do semanário na década de 1980 e hoje professor da USP. Segundo ele, se estabelece uma tese e a partir dela se parte para a rua, para a apuração. Ouvir lados diferentes da história e pesquisar sobre o tema são práticas que não alteram a “pensata”, jargão para definir a tese que a matéria deve comprovar. Dentro da redação, o melhor repórter é o que traz personagens e fontes para comprovar a tese. “Assim, Veja ensina à classe média bebedora de uísque o que pensar”, alfineta.
Júlio César Barros, secretário de redação da revista, negou esse tipo de procedimento, em entrevista realizada em meados de 2003. Ele admitiu, porém, que a posição da revista é muito clara e conhecida por todos, do estagiário ao diretor. “Medidas irresponsáveis, que atentem contra as leis de mercado ou tragam prejuízos para a economia não terão apoio da revista, que prefere políticas austeras e espaço para o empresariado”, resumiu. A versão oficial do jornalismo praticado pela revista é de que, depois de ouvir especialistas e as pessoas envolvidas, o repórter normalmente já tem uma opinião formada sobre o assunto e a reproduz na matéria. Quem já trabalhou na revista nega.
“As assinaturas das matérias são uma ficção”, sintetiza um ex-colaborador da revista que não quis se identificar. As matérias são reescritas diversas vezes. O repórter entrega o texto que é modificado pelos editores, depois refeito pelos editores executivos e, por fim, pelos diretores de redação. No final da “linha de montagem”, o repórter, que pacientemente aguardou a edição para uma eventual necessidade de verificação de dados, não tem acesso ao texto até ver um exemplar impresso. O processo é narrado no livro do ex-diretor de redação da revista Mário Sérgio Conti, que fez parte da cúpula da publicação até 1997, como chefe de redação e diretor. A opinião que prevalece é a da revista, ainda que todos os entrevistados tenham dito o oposto, mesmo que para isso seja preciso omiti-las do leitor.A criação de frases de efeito para os entrevistados foi, durante a década de 1980, prática comum, conforme narram diversos jornalistas ex-Veja. É do inventivo do ex-diretor Elio Gaspari a frase assumida por Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual”. Outras foram criadas, algumas sem consulta, no caso de fontes mais próximas aos repórteres e diretores, que ganhavam carta-branca como porta-vozes de certas personalidades.
No quesito busca de frases, Tognolli conta que elaborou com colegas um dicionário de fontes que incluía verbetes como “Sindicalista que fala bem da direita” ou “Militar que fala bem da esquerda”. O material informal de consulta chegou a 70 verbetes e inúmeros nomes. Algo essencial para os dias de fechamento e encomendas de declarações sob medida.
Veja por dentro
Assim como outras revistas semanais, a estrutura é extremamente centralizada. Até o cargo de editor, o jornalista ainda é considerado de “baixa patente”, ou seja, não decide grandes coisas sobre o que será publicado. Dos editores executivos para cima já se possui poder sobre a definição do conteúdo, mas os profissionais são escolhidos a dedo. Além de competência profissional — qualidade de texto, capacidade intelectual e ampla bagagem cultural — é preciso estar muito alinhado com a editora.Afinados, os diretores têm grande liberdade para controlar a equipe. Quanto ao conteúdo, o espaço é considerável, ainda que o presidente do conselho do grupo, Roberto Civita, o herdeiro do império da Editora Abril, participe das reuniões que definem a capa de Veja, junto do diretor de redação, do diretor-adjunto (cargo hoje vago), do redator-chefe e, eventualmente, do editor-executivo da área.
O ex-redator-chefe, atualmente diretor do jornal Diário de São Paulo relata que Civita sempre foi muito presente na redação, ainda que sem vetos ou imposições do patrão. Leite sustenta que as matérias e capas sempre foram feitas ou derrubadas a partir de critérios jornalísticos. “Roberto Civita acompanhava a confecção da revista, sabia de seu conteúdo e dava sua opinião em reuniões regulares com os diretores da revista. Mas, de vez em quando, até saíam matérias com as quais ele não estava de acordo”, garante. Leite afirma que, nesses casos, cobrado por políticos e empresários, Civita respondia que “não controlava aquele pessoal”. “Claro que controlava, mas sabia que fazer revista não é igual a fabricar sabonete”, compara.
A revista busca agradar a quem a compra: a classe média conservadora. A tiragem semanal da revista é de 1,1 milhão de exemplares, sendo 800 mil assinantes e o restante vendido em banca. “A maioria dos que compram, gostam das opiniões, gostam do Diogo Mainardi”, lamenta Raimundo Pereira, um dos primeiros editores da revista na época em que lá ainda trabalhava o seu criador, Mino Carta.
A cúpula da publicação reflete esse perfil. O diretor de redação Eurípedes Alcântara e o ex-diretor da revista Exame Eduardo Oinegue, autor da matéria de 1998 sobre os sem-terra, são membros do São Paulo Athletic Club, o Clube Inglês, freqüentado pela elite paulistana. Oinegue costumava defender que os jornalistas devem circular e manter amizades no meio em que cobrem. Entre empresários, se a editoria é Economia, políticos, se é Brasil etc.Os preconceitos da elite são refletidos pela revista. Além dos movimentos sociais, há quem relate que um dos bordões de Tales Alvarenga, atual diretor de publicações, em sua fase à frente da revista era: “Não quero gente feia”. Por gente bonita, referia-se não apenas a padrões estéticos de magreza, mas também aqueles ligados à cor da pele. Segundo colaboradores próximos, fotografar negros seria quase certeza de material desperdiçado.
A despeito de comentar o livro de Mário Sérgio Conti, o ex-editor-executivo de Veja, hoje diretor do Diário de São Paulo, Paulo Moreira Leite, criticava a obra por ser parcial demais e não ser fiel aos fatos, especialmente os que envolviam os amigos do diretor. “A amizade e a proximidade excessiva com os poderosos são o caminho mais comum e mais eficaz para a impostura e a falsidade, o erro e a arrogância”, afirmava na época. Procurado novamente para falar a respeito, recusou-se a falar mais sobre Conti.
Falando em amizades, um caso em que essas relações foram reveladas, mas nem por isso foram explicadas ocorreu em novembro de 2001. O nome da editora de economia de Veja, Eliana Simonetti, aparecia na agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos. Ela recebeu a quantia de 40 mil reais em empréstimos, segundo sua própria estimativa. A revista, de acordo com a jornalista, sabia do relacionamento. Quando os repasses vieram a público, ela foi demitida, sob a alegação de "relacionamento impróprio" com uma fonte.
O maior problema é que a informação surgiu a partir de uma agenda do lobista, envolvido com empresas transnacionais e influência direta sobre funcionários do Palácio do Planalto. Quem revelou a existência do documento foi Veja, cuja reportagem fez vista grossa ao nome da colega. Para dar satisfação à opinião pública, a revista publicou somente uma nota a respeito. Nenhuma investigação foi promovida sobre eventuais matérias compradas, hipótese negada pela ex-editora e pela revista. Simonetti não respondeu aos contatos, mas afirmou, à época, que "todo jornalista tem seu lobista", colocando toda a classe sob suspeita. Ela processou a Abril, e ganhou em primeira instância no ano seguinte o direito à indenização de 20 vezes o valor do último salário.Império
Publicações tradicionais do mundo todo têm sua posição claramente conhecida pelo público, sem roupagem de imparcialidade. Os questionamentos éticos aparecem quando as relações por trás desses interesses não são transparentes ao público leitor. Um dos motivos dessa falta de transparência é o surgimento dos grandes conglomerados de comunicação. Esse fenômeno adquire contornos mais dramáticos no Brasil, que permite a propriedade cruzada dos meios de comunicação (uma mesma empresa detém meios impressos e televisivos, por exemplo).
O presidente da Radiobrás e ex-diretor de publicações da Abril, Eugênio Bucci, alerta que os grupos transnacionais de entretenimento compram TVs e jornais e os restringem a um mero departamento. “A pergunta que se colocava antes era se o jornalismo é capaz de ser independente do anunciante. Hoje se questiona se ele é capaz de ser independente do grupo que o incorporou”, avalia.
A concentração dos veículos de comunicação nas mãos de poucos grupos, ainda que nacionais, é a marca da história da mídia no Brasil. O grupo Abril não foge à regra. Ele abarca um complexo que envolve 90 revistas, duas editoras de livros (Ática e Scipione), uma rede de TV (MTV), uma de TV a cabo (TVA) e uma rede de distribuição de revistas em banca de jornal (Dinap), além de inúmeras páginas na internet. Tem sete das dez revistas com maior tiragem no país e, nesse quesito, Veja é a quarta maior do mundo. “A Abril faz o que for preciso para expandir seu império, se for preciso derrubar um artigo da Constituição, alterar leis ou políticas, ela usa suas publicações para gerar pressão”, sustenta Giberto Maringoni, jornalista, chargista e doutorando em história da imprensa.A evolução do império Abril dá uma mostra de como ela soube usar bem sua, digamos, habilidade. O início das atividades se deu em 1950, com a publicação das revistas em quadrinhos do Pato Donald, personagem de Walt Disney. O milanês Victor Civita aproveitava a licença para a América Latina e a amizade do irmão Cesar com o desenhista norte-americano para lançar os produtos. Apesar de simbólico, não se pode dizer que o grupo tenha sido um propalador de enlatados norte-americanos ou produzido materiais de má qualidade em sua história.
O surgimento de diversas revistas, incluindo Veja, um semanário informativo — e não uma revista ilustrada, como o nome e as concorrentes sugeriam —, o lançamento de coleções na década de 1960, como A conquista do espaço, a revista infantil Recreio, sob o comando da escritora Ruth Rocha, e a revista Realidade, uma das melhores feitas no país até hoje, são exemplos de publicações de qualidade da editora. Qualidade que não se manteve, segundo o diretor responsável pela criação de Veja em 1968, Mino Carta. Ele considera a publicação da Abril muito ruim, assim como todas da grande imprensa brasileira, à qual lê muito pouco, para “não sofrer demais”. Na época em lançou o livro Castelo de Âmbar (Editora Record, 2000), afirmou aos quatro ventos a incompetência e até a “imbecilidade”, em suas palavras, dos donos da Abril, que “não entendiam nada de Brasil, assim como não entendem ainda hoje.”O episódio da demissão de Carta do seu posto na revista Veja é um exemplo do tipo de interesses que pautam os donos da Abril e o jornalismo de suas publicações. A censura prévia havia sido suspensa em março de 1974, com a posse do general Ernesto Geisel. Combativa, a redação publicou três capas seguidas com duras críticas ao governo. A gota d'água para o regime foi uma charge de Millôr Fernandes, que apresentava um preso acorrentado e um balão com a fala de um carcereiro oculto, do lado de fora da cela: “Nada consta”.
Na negociação operacional da censura, Carta conta que Roberto Civita, filho de Victor, ofereceu a cabeça de Millôr a Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil, para tentar evitar a censura. O então ministro da Justiça, Armando Falcão, queria a cabeça de Carta. No livro, ele menciona uma carta escrita por Sérgio Pompeu de Souza, o preferido de Falcão e diretor da sucursal de Brasília, sugerindo ao conselho a demissão do diretor para facilitar as coisas para a revista. Carta afirma que, entre as facilidades, estava incluso a liberação de um financiamento da Caixa Econômica Federal para saldar uma dívida de 50 milhões de dólares no exterior.
Na versão oficial, reproduzida no livro de Conti, os Civita queriam noticiar os progressos do país e Carta, só os aspectos negativos do regime. Queriam ainda expandir o grupo, com a construção de hotéis. Foi preciso ceder ao governo. O episódio decisivo foi a exigência da demissão do dramaturgo Plínio Marcos, colunista da revista. A negativa de Carta em fazê-lo foi o motivo alegado para o seu desligamento, em abril de 1976. Dois meses depois, a censura na revista acabou.Desde então, Veja tem servido a interesses políticos e econômicos para preservar os seus, ainda que isso implique mudança de posição. Um exemplo foi o comportamento na ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O livro Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti, conta em detalhes o período, ainda que inclua a maioria da grande imprensa. Da capa sobre "O caçador de marajás", em 1988, até a “Caso encerrado”, sobre a morte de Paulo César Farias, a despeito do laudo do médico-legista Fortunato Badan Palhares, em 1993. A adesão automática à candidatura alternativa aos perigosos Leonel Brizola e depois Luiz Inácio Lula da Silva, favoritos naquele pleito, foi dando lugar aos escândalos de corrupção no decorrer do governo.
Os que têm seus interesses atendidos pela revista também mudam. Para Tognolli, durante a década de 1980, a revista vivia sob a tutela de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quando Elio Gaspari era o diretor da revista. Nos anos de Mário Sérgio Conti, houve uma pequena melhora, até a transição ocorrida nos anos de Fernando Henrique em Brasília. “O que antes era ninho dos baianos, hoje é ninho dos tucanos. Quem começou a campanha da mídia contra o atual governo foi Veja”, sustenta.
Um levantamento das capas entre os anos de 2000 e 2005 mostram claramente o seu jornalismo tendencioso. Política interna e economia são os temas de capa mais freqüentes em 2000, 2002 e 2005. Curiosamente, em 1998, ano de eleições federal e estadual, esses temas estiveram bem ausentes: só foram destacados em 11 das 52 edições. Nada se compara a 2005, em que quase metade das 28 capas produzidas até o fechamento desta reportagem destaca temas políticos. Desnecessário dizer que o prato principal era a corrupção.Um exemplo foi o uso de uma pesquisa do Instituto Ipsos Opinion, divulgado pela revista na edição de 13 de julho. No levantamento, constatou-se que 55% dos entrevistados acreditavam que Lula conhecia o esquema de corrupção, ao mesmo tempo em que a popularidade pessoal e do governo permaneciam estáveis em relação ao estudo anterior. A avaliação dos analistas do grupo, de que a imagem do presidente permanecia intacta, foi omitida, o inverso do apregoado pela reportagem de capa. A visão dos autores só foi publicada depois de duas edições na seção de cartas, sem o menor destaque.
Raimundo Pereira acredita que, se não fosse o caso do financiamento de campanha, é bem possível que se achasse outro assunto para desmoralizar o atual governo. “Veja não está isolada em sua ação, mas é a ponta de lança, a que tem mais prestígio e circulação”, avalia.Tratamento bem diferente daquele dado ao caso da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre o assunto, com o rosto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada “Reeleição” e “A compra de votos no Congresso”, em letras menores. Como se não fosse corrupção. Assepsia total para o Planalto. Um servilismo ao governo que, com os petistas no poder, se transformou em ódio.
Para ler mais denúncias e análises sobre a revista Veja, clique neste link.
Curso de Formação Política para os Filiados do PCdoB em Jundiaí
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Foi realizado, no dia 25 de julho, mais um Curso de Formação Política para os filiados do PCdoB da macroregião de Jundiaí. Ministrado por Francisco Gonçalves, da Comissão Estadual de Organização do Partido, o curso começou às 9 horas, terminou por volta das 15 horas e contou com a participação de mais de 30 filiados de Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Louveira, Francisco Morato, Caieiras e Franco da Rocha. Confira abaixo as algumas fotos do início evento.

Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí, abre o curso

Vista geral dos participantes

Curso aborda vários temas ligados à luta dos trabalhadores

Francisco Gonçalves ministra o curso

Filiados debatem o conteúdo apresentado
Foi realizado, no dia 25 de julho, mais um Curso de Formação Política para os filiados do PCdoB da macroregião de Jundiaí. Ministrado por Francisco Gonçalves, da Comissão Estadual de Organização do Partido, o curso começou às 9 horas, terminou por volta das 15 horas e contou com a participação de mais de 30 filiados de Jundiaí, Cabreúva, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Louveira, Francisco Morato, Caieiras e Franco da Rocha. Confira abaixo as algumas fotos do início evento.

Tércio Marinho, presidente do PCdoB de Jundiaí, abre o curso

Vista geral dos participantes

Curso aborda vários temas ligados à luta dos trabalhadores

Francisco Gonçalves ministra o curso

Filiados debatem o conteúdo apresentado
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Miguel do Rosário: Estudantes organizados enfurecem o Leviatã
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O PIG e seus lacaios da blogosfera defendem furiosamente estudantes do Irã, mas os estudantes brasileiros podem ser espancados sem piedade e suas entidades representativas podem ser caluniadas e asfixiadas financeiramente. Estudante bom, para o PIG, só iraniano. Blogueiro, só serve aquela cubana que fala mal de Fidel. Twiteiro, só serve o #ForaSarney, aqueles bebedores de Toddynho alienados, ingênuos, analfabetos políticos, e oportunistas.
- por Miguel do Rosário
A franqueza dura dos estudantes organizados fez o Leviatã midiático urrar de medo e fúria, provocando uma onda crítica que chegou até a blogosfera. O Congresso realizado em Brasília, reunindo cerca de 15 mil lideranças estudantis, produziu um fato político de importância inquestionável. A reação midiática é previsível e enfadonha. Os antilulistas hidrófobos dos jornalões, naturalmente, não gostaram de saber que a UNE apóia, sem a mínima hesitação, o governo Lula, e, mais que nunca, posiciona-se de forma severamente crítica contra a direita e tudo o que ela representa.
Caso Lula fosse vaiado, a mídia distribuiria as imagens para todos os cantos do planeta. Centenas de milhares de blogs, sites e portais reproduziriam o rosto dos estudantes vaiando e o constrangimento do presidente. Seriam feitas charges, editoriais, artigos, enfim, o exército midiático aguarda, com sangue na boca, o aparecimento de um flanco desguarnecido, para entrar atacando com força total. Entretanto, ocorreu uma manifestação surpreendente. Confira o vídeo e veja como é impressionante e perturbadora a paixão dos estudantes. Milhares de estudantes erguem os braços e cantam entusiastica e agressivamente, como se entoassem um refrão de guerra: "Lula/ guerreiro/ do povo brasileiro". Disse "agressivamente" mas não venham com frescura por causa disso, porque me refiro à agressividade boa, que é energia, determinação, paixão.
Assista ao vídeo:
A franqueza das lideranças da UNE também chocou alguns blogueiros. Apareceu rapidamente uma turma que acha a UNE feia, boba e chata. As críticas, contudo, são inconsistentes. A acusação de que ela não representa os estudantes é falsa e antidemocrática. Há sufrágio em todos os diretórios acadêmicos do país, e não se pode culpar um partido, o PcdoB, por ganhar eleições e dominar a UNE. Nosso sistema político é representativo e partidário, então é mais do que saudável e natural que o movimento estudantil também o seja. Claro que nem todos se sentem representados pela UNE. Marcelo Crivella e Dornelles são os senadores do Rio de Janeiro e também não me sinto representado por eles, mas eles são, de fato, por lei e democraticamente, os representantes do Rio no Senado.
Outra crítica recorrente é a de que o PcdoB “aparelharia” a UNE. Ora, essa é a que me irrita mais. Querem o quê? Que a UNE, uma entidade política, com fins políticos, contrate quadros “técnicos” para suas diretorias? Tenham dó! Se o PcdoB ganha as eleições, ele tem o direito, adquirido democraticamente, de nomear quem desejar para as funções. É um universo modesto, estudantil, deficitário. O presidente da entidade ganha salário de R$ 1.500, conforme o Globo fez questão de informar, tentando atiçar seus leitores retardados e hipócritas, que logo mandaram cartinhas comentando sobre o valor - “maior do que o salário de muitos brasileiros”. Ora, R$ 1.500 por mês é mixaria, é metade do que um ascensorista do Senado ganha. Esses lacerdinhas do Globo são, além de reacionários, tremendos muquiranas!
Para o Globo e seus missivistas idiotas o movimento estudantil bom são aqueles bobinhos de cara pintada e nariz de palhaço, se manifestando de acordo com a agendinha reacionária e malandra da grande imprensa. O PIG não engole que o movimento estudantil organizado já entendeu muito bem qual é jogo. Seria muito fácil para a UNE botar milhares de estudantes nas ruas para derrubar o Sarney. Mas para quê? Para botar quem no lugar dele? Marconi Perillo? A UNE está ligada na CPI da Petrobrás, e o Sarney, mal ou bem, é um nacionalista que sempre defendeu a Petrobrás e que agora, independente do seu passado, está apoiando o projeto popular de Lula.
Sobre o fato da UNE receber dinheiro do governo federal, eu transcrevo um trecho do editorial do Vermelho, e depois complemento:
Sim, a UNE recebe dinheiro público no governo de Lula, como nos governos de Itamar, e Goulart, e JK, e antes, desde Getúlio. É legítimo e democrático. Ilegítimo e antidemocrático é proibir a UNE, queimar sua sede, matar na tortura o seu presidente, como fez a ditadura. Ilegítimo e antidemocrático é passar oito anos na Presidência sem receber a entidade máxima dos estudantes, como fez Fernando Henrique Cardoso.
O PIG pensa que todos são idiotas. Eles partem do pressuposto de que o governo é “malvado” e que seu dinheiro é sujo, distorcendo o próprio pilar da democracia, que é o fato de governo eleito pelo povo ter legitimidade para fazer o que bem entender pelo bem do povo, desde que dentro da lei, evidentemente. Eu votei no Lula justamente porque sabia que ele, e não o PSDB, iria apoiar a UNE.
Quando o governo dá, através de incentivo fiscal, R$ 10 milhões para o Instituto FHC, não há problema, quando a Petrobrás dá R$ 3 milhões pra Fundação Roberto Marinho fazer o Memorial da UNE não há problema, quando a Petrobrás dá dinheiro para Fiesp, OAB, campeonato de surf, Fórmula 1, etc, não há problema – o problema acontece quando dá R$ 100 mil para a UNE realizar um dos maiores e mais plurais congressos de sua história, com chapas de todos os partidos, do DEM, PSDB, PMDB, PSOL, PT e PcdoB. Se as chapas de esquerda ganham, se o presidente da UNE apóia Lula, é porque eles têm essa liberdade. A UNE é uma instituição importante e tradicional na história política brasileira, que deve ser aperfeiçoada, patrocinada e defendida.
Querer que uma instituição se estruture sem financiamento público é puro cinismo. Quem daria dinheiro para a UNE? O Bradesco? A Fundação Marinho? Aliás, quero saber: a Fundação Marinho levou, conforme já disse, 3 milhões da Petrobrás para fazer um site, o Memorial da UNE – ela repassou algum royalty para a UNE? Não, não passou. A Fundação Roberto Marinho ganhou muito mais dinheiro da Petrobrás que a UNE e agora os platinados ficam tirando onda de vestais, que não recebem verba pública!
É sempre assim. O PIG e seus lacaios da blogosfera defendem furiosamente estudantes do Irã, mas os estudantes brasileiros podem ser espancados sem piedade e suas entidades representativas podem ser caluniadas e asfixiadas financeiramente. Estudante bom, para o PIG, só iraniano. Blogueiro, só serve aquela cubana que fala mal de Fidel. Twiteiro, só serve o #ForaSarney, aqueles bebedores de Toddynho alienados, ingênuos, analfabetos políticos, e oportunistas.
O PIG e seus lacaios da blogosfera defendem furiosamente estudantes do Irã, mas os estudantes brasileiros podem ser espancados sem piedade e suas entidades representativas podem ser caluniadas e asfixiadas financeiramente. Estudante bom, para o PIG, só iraniano. Blogueiro, só serve aquela cubana que fala mal de Fidel. Twiteiro, só serve o #ForaSarney, aqueles bebedores de Toddynho alienados, ingênuos, analfabetos políticos, e oportunistas.
- por Miguel do Rosário A franqueza dura dos estudantes organizados fez o Leviatã midiático urrar de medo e fúria, provocando uma onda crítica que chegou até a blogosfera. O Congresso realizado em Brasília, reunindo cerca de 15 mil lideranças estudantis, produziu um fato político de importância inquestionável. A reação midiática é previsível e enfadonha. Os antilulistas hidrófobos dos jornalões, naturalmente, não gostaram de saber que a UNE apóia, sem a mínima hesitação, o governo Lula, e, mais que nunca, posiciona-se de forma severamente crítica contra a direita e tudo o que ela representa.
Caso Lula fosse vaiado, a mídia distribuiria as imagens para todos os cantos do planeta. Centenas de milhares de blogs, sites e portais reproduziriam o rosto dos estudantes vaiando e o constrangimento do presidente. Seriam feitas charges, editoriais, artigos, enfim, o exército midiático aguarda, com sangue na boca, o aparecimento de um flanco desguarnecido, para entrar atacando com força total. Entretanto, ocorreu uma manifestação surpreendente. Confira o vídeo e veja como é impressionante e perturbadora a paixão dos estudantes. Milhares de estudantes erguem os braços e cantam entusiastica e agressivamente, como se entoassem um refrão de guerra: "Lula/ guerreiro/ do povo brasileiro". Disse "agressivamente" mas não venham com frescura por causa disso, porque me refiro à agressividade boa, que é energia, determinação, paixão.
Assista ao vídeo:
A franqueza das lideranças da UNE também chocou alguns blogueiros. Apareceu rapidamente uma turma que acha a UNE feia, boba e chata. As críticas, contudo, são inconsistentes. A acusação de que ela não representa os estudantes é falsa e antidemocrática. Há sufrágio em todos os diretórios acadêmicos do país, e não se pode culpar um partido, o PcdoB, por ganhar eleições e dominar a UNE. Nosso sistema político é representativo e partidário, então é mais do que saudável e natural que o movimento estudantil também o seja. Claro que nem todos se sentem representados pela UNE. Marcelo Crivella e Dornelles são os senadores do Rio de Janeiro e também não me sinto representado por eles, mas eles são, de fato, por lei e democraticamente, os representantes do Rio no Senado.
Outra crítica recorrente é a de que o PcdoB “aparelharia” a UNE. Ora, essa é a que me irrita mais. Querem o quê? Que a UNE, uma entidade política, com fins políticos, contrate quadros “técnicos” para suas diretorias? Tenham dó! Se o PcdoB ganha as eleições, ele tem o direito, adquirido democraticamente, de nomear quem desejar para as funções. É um universo modesto, estudantil, deficitário. O presidente da entidade ganha salário de R$ 1.500, conforme o Globo fez questão de informar, tentando atiçar seus leitores retardados e hipócritas, que logo mandaram cartinhas comentando sobre o valor - “maior do que o salário de muitos brasileiros”. Ora, R$ 1.500 por mês é mixaria, é metade do que um ascensorista do Senado ganha. Esses lacerdinhas do Globo são, além de reacionários, tremendos muquiranas!
Para o Globo e seus missivistas idiotas o movimento estudantil bom são aqueles bobinhos de cara pintada e nariz de palhaço, se manifestando de acordo com a agendinha reacionária e malandra da grande imprensa. O PIG não engole que o movimento estudantil organizado já entendeu muito bem qual é jogo. Seria muito fácil para a UNE botar milhares de estudantes nas ruas para derrubar o Sarney. Mas para quê? Para botar quem no lugar dele? Marconi Perillo? A UNE está ligada na CPI da Petrobrás, e o Sarney, mal ou bem, é um nacionalista que sempre defendeu a Petrobrás e que agora, independente do seu passado, está apoiando o projeto popular de Lula.
Sobre o fato da UNE receber dinheiro do governo federal, eu transcrevo um trecho do editorial do Vermelho, e depois complemento:
Sim, a UNE recebe dinheiro público no governo de Lula, como nos governos de Itamar, e Goulart, e JK, e antes, desde Getúlio. É legítimo e democrático. Ilegítimo e antidemocrático é proibir a UNE, queimar sua sede, matar na tortura o seu presidente, como fez a ditadura. Ilegítimo e antidemocrático é passar oito anos na Presidência sem receber a entidade máxima dos estudantes, como fez Fernando Henrique Cardoso.
O PIG pensa que todos são idiotas. Eles partem do pressuposto de que o governo é “malvado” e que seu dinheiro é sujo, distorcendo o próprio pilar da democracia, que é o fato de governo eleito pelo povo ter legitimidade para fazer o que bem entender pelo bem do povo, desde que dentro da lei, evidentemente. Eu votei no Lula justamente porque sabia que ele, e não o PSDB, iria apoiar a UNE.
Quando o governo dá, através de incentivo fiscal, R$ 10 milhões para o Instituto FHC, não há problema, quando a Petrobrás dá R$ 3 milhões pra Fundação Roberto Marinho fazer o Memorial da UNE não há problema, quando a Petrobrás dá dinheiro para Fiesp, OAB, campeonato de surf, Fórmula 1, etc, não há problema – o problema acontece quando dá R$ 100 mil para a UNE realizar um dos maiores e mais plurais congressos de sua história, com chapas de todos os partidos, do DEM, PSDB, PMDB, PSOL, PT e PcdoB. Se as chapas de esquerda ganham, se o presidente da UNE apóia Lula, é porque eles têm essa liberdade. A UNE é uma instituição importante e tradicional na história política brasileira, que deve ser aperfeiçoada, patrocinada e defendida.
Querer que uma instituição se estruture sem financiamento público é puro cinismo. Quem daria dinheiro para a UNE? O Bradesco? A Fundação Marinho? Aliás, quero saber: a Fundação Marinho levou, conforme já disse, 3 milhões da Petrobrás para fazer um site, o Memorial da UNE – ela repassou algum royalty para a UNE? Não, não passou. A Fundação Roberto Marinho ganhou muito mais dinheiro da Petrobrás que a UNE e agora os platinados ficam tirando onda de vestais, que não recebem verba pública!
É sempre assim. O PIG e seus lacaios da blogosfera defendem furiosamente estudantes do Irã, mas os estudantes brasileiros podem ser espancados sem piedade e suas entidades representativas podem ser caluniadas e asfixiadas financeiramente. Estudante bom, para o PIG, só iraniano. Blogueiro, só serve aquela cubana que fala mal de Fidel. Twiteiro, só serve o #ForaSarney, aqueles bebedores de Toddynho alienados, ingênuos, analfabetos políticos, e oportunistas.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Cesar Tayar: Recursos contra Miguel Haddad começam a chegar no TSE
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- por Cesar Tayar, no blogue do Beduíno
Caros blogueiros. Como já era previsto, os recursos sobre as cassações de Miguel Haddad começaram a chegar no Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro a dar entrada naquela colenda casa foi aquele do Hotel Mercure. Apenas para refrescarmos nossa memória: O então candidato Miguel Haddad encomendou uma pesquisa qualitativa para sua campanha. A empresa contratada, durante a elaboração da pesquisa, oferecia R$50 para os pesquisados dizerem que votariam em Miguel Haddad. Além disso ainda ofereciam lanches a estes pesquisados. O prefeito interino foi cassado em Jundiaí e absolvido no TRE. Agora este caso de compra de votos será julgado em Brasília. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11418 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 32424
PROTOCOLO: 136392009 - 24/06/2009 12:56
AGRAVANTES: COLIGAÇÃO JUNDIAÍ QUER NOVAS IDÉIAS (PC do B/PDT/PSB/PPS)
AGRAVANTES: CRISTIANO VECCHI CASTRO LOPES
AGRAVANTES: PEDRO ANTONIO BIGARDI
Este recurso, que também já está no Tribunal Superior Eleitoral, é relativo ao caso dos vigilantes noturnos. Só para lembrarmos este fato: foi realizada uma reunião de campanha pelos vigilantes para o então candidato Miguel Haddad. Esta reunião foi convocada com papel timbrado da DIG onde, além de distrubuírem carteirinhas aos vigilantes, compareceram as autoridades da Polícia Civil e os candidatos tucanos. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11411 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 2654
PROTOCOLO: 135392009 - 23/06/2009 13:03
AGRAVANTES: PEDRO ANTONIO BIGARDI
AGRAVANTES: COLIGAÇÃO JUNDIAÍ QUER NOVAS IDÉIAS (PC do B/PSB/PDT/PPS)
AGRAVANTES: CRISTIANO VECCHI CASTRO LOPES
Este recurso, que também já está no Tribunal Superior Eleitoral, é relativo ao caso da Guarda Municipal. Refrescando a memória: A Guarda Municipal foi utilizada para a filmagem do horário eleitoral gratuito dos tucanos. Participaram da filmagem, em horário de expediente, o Comandante da GM, em pessoa, Jovair Rodrigues e várias viaturas, motos e guardas. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11487 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 2668
PROTOCOLO: 145932009 - 06/07/2009 16:50
AGRAVANTE: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) - MUNICIPAL
- por Cesar Tayar, no blogue do BeduínoCaros blogueiros. Como já era previsto, os recursos sobre as cassações de Miguel Haddad começaram a chegar no Tribunal Superior Eleitoral. O primeiro a dar entrada naquela colenda casa foi aquele do Hotel Mercure. Apenas para refrescarmos nossa memória: O então candidato Miguel Haddad encomendou uma pesquisa qualitativa para sua campanha. A empresa contratada, durante a elaboração da pesquisa, oferecia R$50 para os pesquisados dizerem que votariam em Miguel Haddad. Além disso ainda ofereciam lanches a estes pesquisados. O prefeito interino foi cassado em Jundiaí e absolvido no TRE. Agora este caso de compra de votos será julgado em Brasília. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11418 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 32424
PROTOCOLO: 136392009 - 24/06/2009 12:56
AGRAVANTES: COLIGAÇÃO JUNDIAÍ QUER NOVAS IDÉIAS (PC do B/PDT/PSB/PPS)
AGRAVANTES: CRISTIANO VECCHI CASTRO LOPES
AGRAVANTES: PEDRO ANTONIO BIGARDI
Este recurso, que também já está no Tribunal Superior Eleitoral, é relativo ao caso dos vigilantes noturnos. Só para lembrarmos este fato: foi realizada uma reunião de campanha pelos vigilantes para o então candidato Miguel Haddad. Esta reunião foi convocada com papel timbrado da DIG onde, além de distrubuírem carteirinhas aos vigilantes, compareceram as autoridades da Polícia Civil e os candidatos tucanos. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11411 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 2654
PROTOCOLO: 135392009 - 23/06/2009 13:03
AGRAVANTES: PEDRO ANTONIO BIGARDI
AGRAVANTES: COLIGAÇÃO JUNDIAÍ QUER NOVAS IDÉIAS (PC do B/PSB/PDT/PPS)
AGRAVANTES: CRISTIANO VECCHI CASTRO LOPES
Este recurso, que também já está no Tribunal Superior Eleitoral, é relativo ao caso da Guarda Municipal. Refrescando a memória: A Guarda Municipal foi utilizada para a filmagem do horário eleitoral gratuito dos tucanos. Participaram da filmagem, em horário de expediente, o Comandante da GM, em pessoa, Jovair Rodrigues e várias viaturas, motos e guardas. Segue abaixo o extrato da entrada do recurso no Tribunal Superior Eleitoral.
PROCESSO: AI Nº 11487 - Agravo de Instrumento UF: SP JUDICIÁRIA
MUNICÍPIO: JUNDIAÍ - SP N.° Origem: 2668
PROTOCOLO: 145932009 - 06/07/2009 16:50
AGRAVANTE: PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) - MUNICIPAL
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