terça-feira, 12 de abril de 2016

PCdoB REVOLUCIONA A JUVENTUDE DE JUNDIAÍ



Ao adentrar a porta de um dos prédios tombados pelo Condephaat no Complexo Fepasa, um aparelho de som ligado com músicas jovens
dá boas vindas aos visitantes, ao olhar ao redor vários desenhos e grafites dão um ar ainda mais jovial ao espaço. Na outra sala bancos feitos com pallets cercado por uma decoração despojada, e de muito bom gosto, é um convite para um bom bate papo.

Ao subir para o segundo andar do prédio um mural de fotos “denuncia” os responsáveis por tudo isso, são quatro jovens com muitas ideias na cabeça e também muita atitude. O local visitado é o Estação Juventude que materializou um sonho dessa turma, oferecer oportunidades à juventude de Jundiaí.

Coordenado por Narrinam Camargo (Nana), o Estação Juventude é fruto de muito trabalho da Coordenadoria de Juventude existente há três anos na cidade. Com Nana trabalham os competentes e dinâmicos Daniel Lemos, Thiago Santos e Willian Sanches, essa turma vem fazendo a diferença para a juventude da cidade.

Confira a entrevista abaixo a entrevista com Nana sobre o trabalho realizado. “A UJS e o PCdoB me deram a ternura necessária pra me sensibilizar com as contradições do mundo, mas também o pragmatismo para não ficar apenas sentada vendo a vida passar, me deu a vontade de lutar sempre, onde quer que eu esteja”.

Nana e Daniel
Jundiaí até esse governo não tinha uma Coordenadoria da Juventude, como foi para você essa experiência de começar essa Coordenadoria a partir do zero?

Nana-­ Foi uma experiência muito interessante entrei muito nova, tinha acabado de completar 18 anos, estava aprendendo sobre tudo, não tínhamos um modelo a seguir, Jundiaí teve algumas experiências com projetos para a juventude mas nada que conseguisse mobilizar, nada que fosse uma política construída, então de fato começamos do zero.

Nossa maior dificuldade foi entender como funcionava a máquina pública, o acúmulo político, graças ao partido e a formação dentro da UJS, eu já tinha, eu sabia o que era necessário de ser feito, a grande dificuldade foi entender como se fazia dentro da administração pública, que tem um tempo muito diferente, muito distante da realidade do que precisa ser feito na prática, então acho que o choque de aprender a lidar com a máquina pública foi o maior desafio.
As dificuldades fizeram com que  eu aprendesse muito, quando tivemos problemas de orçamento, por exemplo, lutamos por recursos e hoje temos um convênio com o Governo Federal, que é o programa Estação Juventude e um novo convênio com o Governo Estadual que vai começar agora dentro das escolas estaduais, além disso tivemos inúmeras parcerias com a iniciativa privada.

Acho que fizemos uma gestão inteligente, conseguimos criar alternativas para a burocracia e as limitações, sem se afastar do que era importante de ser feito.

Qual a sua avaliação sobre esses três anos da Coordenadoria?

Nana-­ O maior avanço desses três anos acredito eu que foi a aproximação com a juventude, eu entendi que para conseguir fazer as coisas precisávamos ter do lado a juventude, a partir disso começamos a pautar a política com base no que eles diziam.

Desde 2013 quando a Coordenadoria foi criada fizemos duas grandes conferências municipais, a primeira com cerca de 200 jovens e a do ano passado com mais de 500 jovens, um marco na gestão, com a participação de jovens de várias regiões da cidade, conseguimos colocar em prática tudo o que a gente defende na teoria no que diz respeito a participação do jovem na gestão pública.

Temos mecanismos de diálogo permanente com o jovem, seja no Estação Juventude, no Conselho de Juventude, nos grandes encontros como Plano Diretor Participativo, Plano de Segurança Pública, uma série de projetos que a gente garantiu a participação do jovem, ente outras.

Todas as atividades serviram para que o jovem entendesse que estamos aqui para dialogar mesmo, que não era só para encher o auditório quando fosse interessante ou para falar com eles de quatro em quatro anos.

O Estação Juventude completou 1 ano dia 4 de abril, sem dúvida uma grande conquista. Quais são os resultados que você pode enumerar desde a criação do Estação?

Nana-­­ O Estação Juventude é a concretização de tudo o que a gente discute, já tivemos mais de 100 atividades, mais de 5 mil jovens passaram por aqui, realizamos ações nos bairros, criamos relação com associações de bairros, coletivos culturais, grêmios estudantis.

Além das várias oficinas oferecidas, o Estação Juventude também funciona como um espaço de convivência e uma porta de entrada do jovem para o serviço público, oferecemos um cardápio de oportunidades. Aqui no Estação, o jovem consegue ter acesso à informação sobre todos os projetos da iniciativa pública. 

Maior objetivo do Estação Juventude é ajudar o processo de construção do futuro do jovem, no Estação ele pode ter contato com uma série de oficinas de temas diferentes, música, dança, gastronomia, moda e de repente se identificar com algo. É uma satisfação imensa saber que o Estação contribuiu e continuará contribuindo para a autonomia do jovem. Temos jovens que entraram na faculdade e conseguiram seu primeiro emprego, graças ao Estação. 


Tanto a Coordenadoria e o Estação Juventude são comandadas por jovens, então passa a ser uma realização pessoal também. Como é isso para você?

Nana-­ A política se torna mais humana quando ela é pessoal, talvez seja um pouco isso que falta, empatia. Eu sou jovem, fui estudante de escola publica não tive uma vida privilegiada, sou de uma família normal, com todas as suas dificuldades e alegrias.

Tive que remar muito contra a maré para continuar na militância, na época não se discutia isso, na época o jovem tinha que estudar e no máximo trabalhar, não tinha que se envolver com a política porque a cidade não tinha essa cultura.

Para mim hoje é uma realização pessoal saber que podemos ofertar para esses jovens coisas que não tivemos, seja um cursinho pré-vestibular, tivemos informação agora no final de ano de jovens que conseguiram entrar em faculdades públicas, graças ao cursinho que fizeram aqui.

Eu me lembro que na minha época de escola eu não tinha condições de pagar para fazer um cursinho pré-vestibular e as iniciativas que tinham eram muito tímidas, e hoje poder ofertar isso gratuitamente para os jovens, sim, é uma realização pessoal também. Ver que hoje vivemos em uma cidade com muitas iniciativas estudantis, culturais e políticas, ver que o hoje o jovem tem mais liberdade de expressão e condição de se impor como sujeito de direitos na sociedade, é maravilhoso.

Dias atrás, um amigo meu me disse que foi visitar uma Escola Estadual e uma menina que me conheceu no ano passado, durante uma visita minha a escola, disse a ele que queria ser igual a mim (coordenadora de juventude) quando crescesse, isso me tocou muito. Percebi que mesmo em uma escala pequena, minhas ações influenciam muitos jovens direta e indiretamente. Hoje me esforço para ser exemplo na vida pública e na privada. 

Como sua formação política ajuda na condução da Coordenadoria?

Nana-­­ Minha consciência política e cidadã vêm da minha vivência dentro do partido, fui da UJS em uma época que não se tinha espaço de diálogo então eu sei como é ruim para um jovem adolescente que só tem sonho na mochila ver isso ser cerceado por uma administração pública tirana que não dialogava, graças a essa vivência eu sei o que eu não posso fazer e o que precisa ser feito urgentemente.

A UJS e o PCdoB me deram a ternura necessária pra me sensibilizar com as contradições do mundo, mas também o pragmatismo para não ficar apenas sentada vendo a vida passar, me deu a vontade de lutar sempre, onde quer que eu esteja. 


A institucionalização das políticas públicas também é algo novo tanto para a UJS como para o PCdoB e vocês com todo o esforço na Coordenadoria acabaram virando referência para muitas cidades. Como você analisa isso?

Nana-­ Cada cidade tem suas características e estamos muito longe de ser o ideal, fizemos o que era mais importante e urgente, mas é muito gratificante poder trocar experiências, aliás precisamos, cada vez mais, disso para conseguirmos ocupar cada vez mais espaços.

A UJS (União da Juventude Socialista) e o PCdoB não pode ser só visto como as pessoas que mobilizam, mas sim pessoas que sentam na mesa para discutir e colocam as coisas em prática. Avalio isso como um grande desafio para nós, conseguir institucionalizar tudo o que defendemos na rua e temos ótimos quadros para isso.

A partir da nossa experiência aqui eu comecei a doar parte do meu tempo a compartilhar com os nossos camaradas essas iniciativas, então a gente teve a honra de contribuir na estruturação da coordenadoria de Osasco, que o querido camarada Diego Nogueira assumiu, já recebemos a visita de diversas cidades do Estado de São Paulo e também de outros Estados como do Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Me sinto muito feliz em conhecer essas pessoas fantásticas e poder contribuir, nem que for um pouquinho, com essas iniciativas para ajudar a nossa juventude.

O PCdoB tem uma forte militância na juventude como é a relação da Coordenadoria com esses movimentos sociais?

Nana-­ Por ter vindo do movimento estudantil eu entendo a importância do movimento social organizado, quem conversa todos os dias com a juventude é o movimento social, o governo tem a função de receber todas as reivindicações e trabalhar em cima delas, não dá para se discutir participação da sociedade civil na gestão pública sem o empoderamento desses movimentos sociais.

Nós já construímos muita coisa em comum, temos forte ligação com os movimentos estudantis aqui da cidade, da Fatec, do Uniancheita participamos desses processos, incentivamos a criação de grêmios estudantis dentro das escolas todo o ano, participamos da reconstrução da UJES (União Jundiaiense dos Estudantes Secundaristas) e apoiamos diversos coletivos de cultura novos, que tem balançado a cidade. 


O que vocês pretendem lutar para conseguir nesse ano?

Nana-­ Em ano de processo eleitoral nosso maior desafio é garantir que independente dos resultados das urnas o trabalho não pare, eu acho que fomos muito exitosos no que construímos até aqui, ainda há muito mais para construir.

Hoje estamos reestruturando a lei do Conselho da Juventude, teremos uma nova programação de oficinas do Estação, será lançado um Edital onde vamos escolher 12 oficinas, além de parcerias importantes, são muitas coisas acontecendo não pode haver retrocesso e sim a ampliação dos serviços. Caso aconteça uma mudança a gente consiga fazer uma transição pacifica que não prejudique o que foi construído até agora.

Como você avalia o PCdoB na Prefeitura de Jundiaí?

Nana-­ Eu estou no PCdoB há muito tempo e tive a oportunidade de acompanhar a construção o projeto para conquistar a prefeitura e a gente conseguiu, somos um partido de porte moderado na cidade, que nunca tinha estado dentro do Executivo e a gente conseguiu desempenhar um grande papel.

Tivemos algumas perdas significativas ao longo do processo, mas os verdadeiros comunistas abrilhantaram a gestão, deram um caráter social, humano, democrático e participativo. O PCdoB fez a diferença seja comandando grandes pastas como a Cultura, por exemplo, como nossos assessores na rua. Nós demos um caráter de povo para o governo.



Texto e fotos: Eliane Silva Pinto

quinta-feira, 7 de abril de 2016

VEREADOR RAFAEL PURGATO DEFENDE A DEMOCRACIA NA CÂMARA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ


Uma ordem que tem o dever de representar um conjunto de advogados e o dever de zelar pela democracia e pela legalidade não poderia estar apoiando um processo de impeachment como esse que está sendo construído”. Fala do vereador Rafael Purgato (PCdoB) em sessão da Câmara nesta terça-feira a favor da democracia.

A discussão de extensa repercussão nacional chegou nessa terça-feira, 5 à Sessão da Câmara Municipal de Jundiaí, devido a uma moção apresentada pelo presidente da Casa Marcelo Gastaldo a pedido da 33ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Jundiaí (OAB) a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ao explicar seu posicionamento, o vereador Rafael Purgato falou sobre a luta do seu partido pela democracia. “Sou do PCdoB, um partido que em todos os momentos da história recente do país em que teve uma quebra da ordem institucional lutou pela democracia, um partido que foi perseguido, massacrado mas sempre se manteve firme em seu posicionamento e minha fala hoje aqui segue essa mesma linha”.

Para o vereador, a OAB Jundiaí cometeu um equívoco ao apresentar a moção na Casa sobre um processo de impeachment que não tem base jurídica. “Essa nova direção eleita da OAB foi colocada sob judice e o presidente eleito Bressan falou que era importante respeitar a eleição, a escolha dos advogados, agora apresenta essa moção que não se respeita o voto popular em um processo sem fundamentação jurídica. Ele teve apoio na eleição de advogados da corrente popular que gostariam de uma OAB diferente, mais democrática, não é isso que vemos agora”, alegou.

Mesma opinião compartilhada pelo advogado Thiago Santos, para ele a OAB Jundiaí atropela a legalidade e atua de mãos dadas com a arbitrariedade ao apoiar um pedido eminentemente político sem preencher requisitos legais. “Os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil devem ser incansáveis defensores da legalidade, democracia e justiça social, e deveriam ter apreendido com o grave erro cometido em 64. A OAB Jundiaí sequer consultou seus membros ou tomaram o cuidado em deixar claro, que tal opinião, não é unanimidade entre a classe”, afirmou.

De acordo com o vereador, o processo de impeachment é um golpe contra a democracia, pois não há sequer uma prova contra a presidenta diferente de muitos que a acusam. “Temos que respeitar a democracia ela foi eleita e até agora não conseguiu governar, o governo pode ser bem ou mal avaliado, as pessoas gostarem ou não, isso faz parte do processo democrático, agora não podemos tirar um presidente sem prova nenhuma de irregularidades”.

Purgato complementa ao afirmar que o impeachment é uma manobra da oposição para assumir o poder e barrar as investigações da Lava Jato. “Torcemos que as investigações da Lava Jato vá ate as últimas consequências, a lista da Odebreacht tem mais de 24 partidos, tem agora o escândalo das empresas offshore, a presidente não apareceu em nenhuma dessas listas, agora querem tirá-la do poder para parar as investigações, não podemos permitir isso”.

O vereador foi enfático ao falar sobre o vice Michel Temer que entrará para história como um grande golpista dessa nação.”Ele foi eleito para ser vice-presidente, se ele quer virar presidente ele precisa ganhar a eleição. É isso que queremos para o país? Ter Michel Temer e Cunha governando o Brasil?”, questionou.

Confira o vídeo do discurso na Câmara do vereador: 
http://vermelho.org.br/noticia/278901-39

Texto: Eliane Silva Pinto
Foto: Ana Cristina Cavalcante

segunda-feira, 4 de abril de 2016

UM ANO DE OPORTUNIDADES PARA A JUVENTUDE


Um espaço onde o jovem se sinta à vontade para fazer os cursos, oficinas, workshop ou até mesmo fazer novos amigos. Com esse intuito há um ano funciona em Jundiaí, o Estação Juventude vinculado a Coordenadoria da Juventude, da Prefeitura de Jundiaí.

O espaço localizado no Complexo Fepasa já recebeu mais de 100 cursos e oficinas, mais de 5 mil jovens já passaram pelo espaço nesse primeiro ano de funcionamento. O Estação Juventude foi todo pensado para a juventude, todas as oficinas tem a linguagem do jovem, o espaço também é convidativo para a juventude, um local idealizado e administrado por jovens.

Para a coordenadora do espaço Narrinam Camargo esse um ano do programa é a materialização de um sonho. “O Estação Juventude é o sonho de todos que compreendem que a juventude não é problema, mas sim a alternativa para um novo modelo de sociedade. Seja para dar informação, ministrar uma oficina, ou até conversar, estaremos sempre de portas abertas para todos vocês”, afirma.

Narrinam lembra de jovens que passaram pelo Estação Juventude e conseguiram entrar em uma faculdade, pois fizeram o cursinho pré-vestibular, ou conquistaram o primeiro emprego, devido aos cursos e oficinas. “Jovens que conheceram um grande cardápio de oportunidades que antes não existiam e hoje fazem a diferença”.

Texto: Eliane Silva Pinto
Foto: PMJ

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Advogados de Jundiaí lançam petição pedindo consulta individual à Subseção da OAB



Advogados de Jundiaí lançaram uma petição direcionada à 33ª Subseção da OAB na qual afirmam que não concordam com o manifesto entregue à Câmara Municipal de Jundiaí na última segunda-feira (28), no qual é solicitada uma moção de apoio da casa ao pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef feito pela Ordem dos Advogados do Brasil em Brasília.

A petição conclama o seguimento do Estatuto do Advogado e da OAB (Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994) que dispõe em seu artigo 54, inciso II, competir ao Conselho Federal a representação, em juízo ou fora dele, dos interesses coletivos ou individuais dos advogados.  “Em relação especificamente ao manifesto entregue à câmara municipal de Jundiaí, formalizando apoio a OAB Federal, esclarecemos que este não representa nossas vontades individuais, sendo certo que não pactuamos nem de suas razões e/ou motivos”, afirma o texto.

A alegação é que o pedido não contempla toda a classe e não poderia ser feito pelo presidente Airton Sebastião Bressan. “A intenção não é buscar atrito com a atual direção da Subseção, mas sim deixar claro que ela representa aproximadamente 4 mil advogados da região, sendo que essa não é a vontade unânime da classe quanto ao apoio ao pedido de impeachment. Inclusive dos advogados progressistas da região que o apoiaram durante as eleições da OAB”, afirma o advogado, membro da coordenação estadual da ADJC (Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania), membro do comitê municipal do PCdoB, Tiago Sousa.

O texto ainda afirma que ações unilaterais não podem tomar roupagem de classe. “Por fim, ressaltamos, que fique claro, toda e qualquer medida tomada de forma unilateral, sem consulta aos profissionais que a 33ª Subseção da OAB representa, deve ser considerada responsabilidade única e exclusiva de seus subscritores, mas, jamais revestir-se da roupagem de representação de toda a classe, pois de fato não é a realidade”, finaliza. 

A petição online pode ser assinada no link: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=advdemocraciajundiai

PCdoB TROCA COMANDO DE IMPORTANTES PASTAS NA PREFEITURA DE JUNDIAÍ

Júnior Nascimento (à direita) assume lugar de Reinaldo Fernandes

A Secretaria Municipal de Cultura e a Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência tem novos coordenadores. Jean Camoleze e Alcebíades Nascimento Silva Júnior assumiram as vagas deixadas por Tércio Marinho e Reinaldo Fernandes, que deixaram seus cargos para concorrerem às eleições municipais de outubro, dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Continuidade do trabalho. Esse é o lema dos dois novos representantes das Pastas, pois ambos ajudaram a construir a nova visão tanto da Coordenadoria como da Secretaria de Cultura.

Sempre trabalhamos em conjunto na coordenadoria, a meta agora é dar continuidade as ações desenvolvidas e consolidá-las em uma política pública na cidade”, avaliou Júnior.

Para ele, assumir a Coordenadoria representa o desafio de continuar a imprimir a marca do PCdoB no governo, de uma gestão democrática, intersetorial e de muito diálogo. “A Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi criada nesse governo, e hoje temos propostas concretas que ajudam de fato as pessoas com deficiência, coisa que nunca existiu na cidade”.

Júnior trabalhou por dois anos e meio na Coordenadoria e atualmente atuava na Diretoria de Conselhos e Entidades Comunitárias, em seu lugar foi nomeada Maria Angélica Rabelo Rodrigues Ribeiro, filiado ao PCdoB.

Como Diretor de Cultura até a presente data, Jean Camoleze dará continuidade aos avanços na democratização da cultura de Jundiaí. “Vamos continuar avançando com a Secretaria Municipal de Cultura, com o intuito de promover a democratização e a universalização das manifestações artística, e compreendendo a cultura como fator fundamental na formação integral do ser humano. "

De acordo com Jean, as conquistas da Secretaria de Cultura ao longo desses anos foram inúmeras, como a valorização dos artistas locais, democratização dos espaços culturais e a sua contribuição para no processo de emancipação das pessoas. “Temos a consciência que a cultura é uma das principais ações em nossa emancipação histórica, e tem que ser tratada com grande importância em nossas lutas”.

No lugar de Jean Camoleze assume a Diretoria de Cultura Nathália Sgarbosa Pinheiro, também no PCdoB, e que já compunha o quadro de funcionários da Secretaria.

Texto: Eliane Silva Pinto
Fotos: Arquivo Pessoal 

Jean Camoleze novo Secretário de Cultura
Tércio Marinho deixa a Secretaria de Cultura e é pré-candidato a vereador


segunda-feira, 28 de março de 2016

CUIDAR DO SERVIDOR MUNICIPAL É TAREFA DO PCdoB EM JUNDIAÍ

 
“Cuidar dos servidores da melhor forma possível”, como Mary Fornari Marinho relata é a principal função da Secretaria que administra, com o apoio da equipe e do seu partido PCdoB, a Secretária de Gestão de Pessoas da Prefeitura de Jundiaí se esforça para melhorar, cada vez mais, as condições de trabalho de mais de 8 mil funcionários da Prefeitura de Jundiaí.

Os avanços são inúmeros desde de aumento salarial às palestras aos servidores, como em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Em um auditório lotado, Mary enalteceu o papel da mulher na Prefeitura de Jundiaí e agradeceu ao desempenho de cada uma em sua função.

Questionada sobre a importância do partido em sua trajetória, Mary afirma que a ideologia do partido permeia suas decisões e ações a frente desta importante Secretaria.


Confira abaixo a entrevista:

1) Nesses três anos a frente da Secretaria de Gestão de Pessoas, 82,13% dos funcionários públicos receberam aumento salarial, luta antiga das categorias. Como foi para você conquista?
Mary: A valorização do servidor público municipal, ora corrigindo distorções salariais, ora melhorando as condições de trabalho, tem sido política constante da administração. Ter participado, junto a uma comissão, das diversas negociações que culminaram em conquistas para muitas categorias me causa grande alegria. Na verdade, podemos dizer que a atual administração instituiu um verdadeiro programa de valorização do servidor como jamais ocorreu anteriormente, e esse programa se estende até 2017.


2) Palestras temáticas, como por exemplo, em alusão do Dia Internacional da Mulher, é um mecanismo de valorização do funcionalismo. Como essas mudanças estão sendo vistas pelos servidores?
Mary: As palestras alusivas ao Dia da Mulher, são, na verdade, encontros interativos, com dinâmicas de grupo, e têm a finalidade de despertar nas mulheres, servidoras municipais, a reflexão sobre o potencial que possuem para a realização de planos, que já traçaram para suas vidas, mas ainda não realizaram, ou até mesmo ajudá-las a transformar desejos/ideias em planos que possam ser realizados.

Essas palestras são constantes na Prefeitura, sobre diversos temas, e os servidores tem acompanhado bastante e aprovado os debates realizados.
 


3) Você como dirigente do PCdoB o que trouxe do PCdoB para a gestão da Secretaria?
Mary: Como dirigente do PCdoB, acredito que trago para a SMGP aquilo que me constitui enquanto mulher política que é o senso de justiça e o respeito aos valores democráticos que nutro pelos servidores e servidoras dessa Secretaria. Admiro cada um e cada uma e reconheço que qualquer que seja o trabalho realizado nessa Secretaria, seu valor é inestimável.


4) Quais foram as principais dificuldades enfrentadas ao assumir a secretaria?
Mary: A principal dificuldade enfrentada foi a implantação do sistema integrado da Folha de Pagamento que necessitou de muita parametrização e levou mais de ano para ser concluído. Reconheço e agradeço o esforço de todos os servidores da SMGP nessa jornada de sucesso


5) O que ainda não foi realizado e pretende brigar nesse ano?
Mary: Ainda precisamos readequar espaços para incluir, a contento, a Diretoria de Segurança e Medicina do Trabalho que foi criada em 2014. Já temos o projeto pronto e agora vamos atrás de sua realização. Também é uma reivindicação dos servidores a conclusão da sala multimídia.


6) Como o PCdoB auxilia na sua administração à frente da Secretaria de Gestão de Pessoas?
Mary: O PCdoB muito me inspira em meu trabalho por ser um partido que preza pela justiça, pela transparência, pela honestidade, pela gestão participativa, pela opção pelas minorias e pela construção de uma sociedade mais igualitária e justa.



Textos e fotos: Eliane Silva Pinto